Pneumonia em Anemia Falciforme: Sinais de Gravidade e Manejo

Santa Casa de Barra Mansa (RJ) — Prova 2016

Enunciado

Uma mulher de 24 anos, portadora de anemia falciforme, é levada à Unidade Básica de Saúde (UBS) por apresentar febre e tosse há 8 horas. A mãe diz que trouxe a filha, porque constatou temperatura de 40 graus, há 2 horas. A jovem está sonolenta - o que a mãe atribui à dipirona que tomou - sem dor, com T = 38,8°C, pressão arterial = 112 x 74 mmHg, pulso = 126 bat/min e freqüência respiratória = 32 mov/min; há estertores subcrepitantes em base pulmonar esquerda e sopro sistólico 3+/6+ em área mitral, sem irradiação. O médico suspeita de pneumonia e sugere removê-la para um hospital onde possa fazer avaliação radiológica e laboratorial e, provavelmente, permanecer internada. A mãe reluta em aceitar. A enfermeira da UBS argumenta que conhece bem a paciente e os familiares e que concorda que a jovem poderia tentar fazer tratamento domiciliar sob observação do agente de saúde. O médico deve:

Alternativas

  1. A) insistir na remoção, porque se sabe que as infecções pulmonares em portadores de anemia falciforme têm como principal agente etiológico Pseudomonas sp, necessitando antibioticoterapia intravenosa.
  2. B) concordar com o tratamento domiciliar, desde que haja acompanhamento diário do agente de saúde, e iniciar tratamento com levoflaxacina ou claritromicina por via oral.
  3. C) insistir na remoção, porque os dados de que dispõe, pela anamnese e exame da paciente, indicam uma infecção com repercussão clínica de moderada a grave.
  4. D) insistir na remoção, porque esta paciente necessita de transfusão de glóbulos vermelhos para aumentar o transporte de oxigênio.
  5. E) concordar com o tratamento domiciliar, desde que seja possível trazer a paciente diariamente à UBS para avaliação médica, e iniciar levoflaxacina ou ciproflaxacina por via oral.

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