FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2022
Lactente com 75 dias de vida foi levado à Unidade de Pronto Atendimento com história de tosse seca persistente e dispneia há 10 dias. Ao exame clínico: bom estado geral, mamando bem em seio materno. Ao exame apresenta frequência respiratória de 60 irpm, tiragem intercostal, ausculta pulmonar com murmúrio vesicular presente e simétrico bilateralmente, estertores crepitantes no terço médio do hemitórax esquerdo e ausência de sibilos. Na história patológica pregressa, a mãe do paciente relata apenas episódio de conjuntivite neonatal iniciada na segunda semana de vida e tratada com tobramicina colírio por 1 semana. Baseado no diagnóstico mais provável para o caso descrito, responda qual a conduta inicial indicada.
Lactente <3m, tosse persistente, dispneia, conjuntivite neonatal prévia, sem febre/sibilos → Pneumonia por Chlamydia trachomatis.
O quadro de tosse seca persistente, dispneia, taquipneia e estertores crepitantes em lactente jovem, com história de conjuntivite neonatal e ausência de febre ou sibilos, é altamente sugestivo de pneumonia afebril por Chlamydia trachomatis. O tratamento de escolha é a azitromicina oral.
A pneumonia afebril do lactente, especialmente aquela causada por Chlamydia trachomatis, é uma condição importante a ser reconhecida na pediatria. Geralmente afeta lactentes com menos de 3 meses de idade e se manifesta com tosse seca persistente, dispneia e taquipneia, mas sem febre significativa. Uma pista diagnóstica crucial é a história pregressa de conjuntivite neonatal, que ocorre em cerca de metade dos casos, indicando a transmissão vertical da bactéria durante o parto. A ausculta pulmonar pode revelar estertores crepitantes, mas a ausência de sibilos ajuda a diferenciá-la da bronquiolite viral típica. O diagnóstico é predominantemente clínico, embora testes laboratoriais como PCR em secreções respiratórias possam confirmar a presença de Chlamydia trachomatis. A radiografia de tórax pode mostrar infiltrados intersticiais ou hiperinsuflação. O tratamento de escolha para a pneumonia por Chlamydia trachomatis é a azitromicina oral, devido à sua eficácia contra o agente e à boa tolerabilidade em lactentes. É fundamental que residentes e pediatras estejam atentos a esse quadro para um diagnóstico e tratamento precoces, evitando complicações e garantindo a recuperação do lactente.
Os sinais incluem tosse seca persistente, dispneia, taquipneia, estertores crepitantes à ausculta, ausência de febre e, frequentemente, história de conjuntivite neonatal prévia.
O tratamento de escolha é a azitromicina oral, que é eficaz e bem tolerada, com duração geralmente de 5 a 14 dias, dependendo do protocolo.
A transmissão ocorre verticalmente, da mãe infectada para o recém-nascido durante o parto vaginal, resultando em conjuntivite neonatal e, posteriormente, pneumonia.
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