SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2022
Na Pneumonia afebril do Lactente o agente etiológico mais provável é:
Pneumonia afebril do lactente + conjuntivite neonatal + tosse estaccato → Chlamydia trachomatis.
A pneumonia afebril do lactente, tipicamente causada por Chlamydia trachomatis, manifesta-se em bebês de 2-12 semanas com tosse persistente (muitas vezes em "estaccato"), taquipneia e ausência de febre, frequentemente precedida ou acompanhada de conjuntivite neonatal.
A pneumonia afebril do lactente é uma síndrome clínica distinta que afeta bebês geralmente entre 2 e 12 semanas de idade, caracterizada por taquipneia e tosse, mas sem febre. É uma condição importante para o residente reconhecer, pois o agente etiológico e o manejo diferem das pneumonias bacterianas típicas. A etiologia mais comum é a Chlamydia trachomatis, adquirida verticalmente durante o parto de mães infectadas. Outros agentes incluem Ureaplasma urealyticum e vírus como o Citomegalovírus. O quadro clínico da pneumonia por Chlamydia trachomatis é insidioso. Os lactentes apresentam tosse persistente, que pode ser descrita como "estaccato" ou "coqueluchoide", e taquipneia. A ausência de febre é um achado chave. Frequentemente, há história de conjuntivite neonatal por Chlamydia (oftalmia neonatal), que pode ter ocorrido semanas antes. Ao exame físico, podem ser ouvidos estertores crepitantes. O diagnóstico é confirmado por testes moleculares (PCR) em secreções respiratórias. O tratamento de escolha para a pneumonia por Chlamydia trachomatis é a antibioticoterapia com macrolídeos, como a eritromicina ou azitromicina, por um período de 10 a 14 dias. É crucial tratar a mãe e os parceiros sexuais para prevenir reinfecções. O prognóstico é geralmente bom com o tratamento adequado, mas a tosse pode persistir por semanas. O reconhecimento precoce evita o uso desnecessário de antibióticos de amplo espectro e garante o tratamento específico.
O agente etiológico mais provável da pneumonia afebril do lactente é a Chlamydia trachomatis, transmitida verticalmente da mãe para o bebê durante o parto.
Caracteriza-se por início insidioso entre 2 e 12 semanas de vida, tosse persistente (muitas vezes em "estaccato"), taquipneia, ausência de febre e, frequentemente, história de conjuntivite neonatal.
O diagnóstico é clínico e laboratorial (PCR para Chlamydia). O tratamento de escolha é a eritromicina oral por 10-14 dias, que também trata a conjuntivite concomitante.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo