Pneumonia Afebril do Lactente: Agentes e Tratamento

UNCISAL - Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas — Prova 2021

Enunciado

As infecções das vias aéreas inferiores são responsáveis por grande parte dos óbitos relacionados às infecções respiratórias agudas. Em relação a esse tema, assinale a alternativa INCORRETA.

Alternativas

  1. A) No lactente, alguns dos principais sinais que indicam uma gravidade do quadro de pneumonia bacteriana por micro-organismos típicos são batimento de asa nasal, gemência e cianose.
  2. B) O tratamento recomendado da pneumonia afebril do lactente consiste na administração de eritromicina ou azitromicina.
  3. C) A pneumonia bacteriana por micro-organismos típicos tem como principal agente etiológico em todas as faixas etárias, excetuando o período neonatal, o Streptococcus pneumoniae.
  4. D) A bronquiolite viral aguda caracteristicamente provoca o primeiro episódio de sibilância nos primeiros anos de vida.
  5. E) Os principais agentes etiológicos da pneumonia afebril do lactente são E. coli e M. pneumoniae.

Pérola Clínica

Pneumonia afebril lactente → Chlamydia trachomatis, Mycoplasma hominis, Ureaplasma urealyticum. E. coli NÃO é agente principal.

Resumo-Chave

A pneumonia afebril do lactente é uma síndrome clínica distinta, geralmente causada por agentes atípicos como Chlamydia trachomatis, Mycoplasma hominis e Ureaplasma urealyticum. O tratamento com macrolídeos (eritromicina, azitromicina) é eficaz contra esses patógenos, enquanto E. coli não é um agente etiológico primário nesse contexto.

Contexto Educacional

As infecções das vias aéreas inferiores são uma causa significativa de morbimortalidade em crianças, especialmente lactentes. A pneumonia afebril do lactente representa uma síndrome clínica particular, caracterizada pela ausência de febre significativa, tosse persistente e taquipneia, geralmente em bebês com menos de 3 meses. É crucial diferenciar esta condição da pneumonia bacteriana típica, que apresenta febre e sinais de toxicidade. A etiologia da pneumonia afebril do lactente é dominada por patógenos atípicos, como Chlamydia trachomatis, transmitida verticalmente da mãe, Mycoplasma hominis e Ureaplasma urealyticum. O diagnóstico é primariamente clínico, com suporte de exames laboratoriais e radiografia de tórax, que pode mostrar infiltrado intersticial. O tratamento empírico com macrolídeos é fundamental, pois esses antibióticos cobrem os agentes atípicos. O reconhecimento precoce e o tratamento adequado são essenciais para evitar complicações. Enquanto Streptococcus pneumoniae é o principal agente da pneumonia bacteriana típica em crianças maiores, e a bronquiolite viral aguda é a causa mais comum de sibilância no primeiro ano de vida, a pneumonia afebril exige uma abordagem etiológica e terapêutica específica, focada nos patógenos intracelulares e sem parede celular.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais agentes etiológicos da pneumonia afebril do lactente?

Os principais agentes são Chlamydia trachomatis, Mycoplasma hominis e Ureaplasma urealyticum. Diferentemente da pneumonia bacteriana típica, Streptococcus pneumoniae e Haemophilus influenzae são menos comuns.

Qual o tratamento de escolha para a pneumonia afebril do lactente?

O tratamento de escolha são os macrolídeos, como eritromicina ou azitromicina, devido à sua eficácia contra os agentes atípicos mais comuns, como Chlamydia trachomatis.

Quais sinais indicam gravidade na pneumonia bacteriana em lactentes?

Sinais de gravidade incluem batimento de asa nasal, gemência, cianose, tiragem subcostal e intercostal, e taquipneia acentuada, indicando maior esforço respiratório.

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