UNCISAL - Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas — Prova 2021
As infecções das vias aéreas inferiores são responsáveis por grande parte dos óbitos relacionados às infecções respiratórias agudas. Em relação a esse tema, assinale a alternativa INCORRETA.
Pneumonia afebril lactente → Chlamydia trachomatis, Mycoplasma hominis, Ureaplasma urealyticum. E. coli NÃO é agente principal.
A pneumonia afebril do lactente é uma síndrome clínica distinta, geralmente causada por agentes atípicos como Chlamydia trachomatis, Mycoplasma hominis e Ureaplasma urealyticum. O tratamento com macrolídeos (eritromicina, azitromicina) é eficaz contra esses patógenos, enquanto E. coli não é um agente etiológico primário nesse contexto.
As infecções das vias aéreas inferiores são uma causa significativa de morbimortalidade em crianças, especialmente lactentes. A pneumonia afebril do lactente representa uma síndrome clínica particular, caracterizada pela ausência de febre significativa, tosse persistente e taquipneia, geralmente em bebês com menos de 3 meses. É crucial diferenciar esta condição da pneumonia bacteriana típica, que apresenta febre e sinais de toxicidade. A etiologia da pneumonia afebril do lactente é dominada por patógenos atípicos, como Chlamydia trachomatis, transmitida verticalmente da mãe, Mycoplasma hominis e Ureaplasma urealyticum. O diagnóstico é primariamente clínico, com suporte de exames laboratoriais e radiografia de tórax, que pode mostrar infiltrado intersticial. O tratamento empírico com macrolídeos é fundamental, pois esses antibióticos cobrem os agentes atípicos. O reconhecimento precoce e o tratamento adequado são essenciais para evitar complicações. Enquanto Streptococcus pneumoniae é o principal agente da pneumonia bacteriana típica em crianças maiores, e a bronquiolite viral aguda é a causa mais comum de sibilância no primeiro ano de vida, a pneumonia afebril exige uma abordagem etiológica e terapêutica específica, focada nos patógenos intracelulares e sem parede celular.
Os principais agentes são Chlamydia trachomatis, Mycoplasma hominis e Ureaplasma urealyticum. Diferentemente da pneumonia bacteriana típica, Streptococcus pneumoniae e Haemophilus influenzae são menos comuns.
O tratamento de escolha são os macrolídeos, como eritromicina ou azitromicina, devido à sua eficácia contra os agentes atípicos mais comuns, como Chlamydia trachomatis.
Sinais de gravidade incluem batimento de asa nasal, gemência, cianose, tiragem subcostal e intercostal, e taquipneia acentuada, indicando maior esforço respiratório.
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