Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2023
Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, as Pneumonias Adquiridas na Comunidade (PAC) ainda se configuram como a causa mais comum de morbidade e mortalidade em bebês e crianças menores de cinco anos em todo o mundo. Em 2022, observou-se um aumento nos casos de pneumonias, com evolução rápida e grave entre as crianças. Sobre essa condição clínica na faixa etária pediátrica, é INCORRETO afirmar que:
Persistência febre/piora estado geral em PAC tratada → investigar complicações (derrame pleural, abscesso).
A persistência de febre e deterioração do estado general em uma criança com PAC, mesmo sob tratamento ambulatorial, é um sinal de alerta crucial. Nesses casos, a investigação ativa de complicações como derrame pleural, abscesso ou necrose pulmonar é imperativa para evitar desfechos graves.
A Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC) em crianças menores de cinco anos representa uma das principais causas de morbidade e mortalidade global. É crucial que profissionais de saúde, especialmente residentes, estejam aptos a identificar, diagnosticar e manejar essa condição de forma eficaz. A vigilância epidemiológica recente tem mostrado um aumento na gravidade e rapidez da evolução dos casos, reforçando a necessidade de atenção contínua. O diagnóstico da PAC em pediatria é predominantemente clínico, com a taquipneia sendo um sinal cardeal e o mais sensível. A radiografia de tórax, embora útil, não é rotineiramente indicada para todos os casos, sendo reservada para situações de maior gravidade, suspeita de complicações ou falha terapêutica. A pneumonia afebril do lactente, comum entre 2-3 meses, é uma apresentação atípica que exige consideração em lactentes com bom estado geral, tosse seca, conjuntivite e eosinofilia periférica. Os vírus são os principais agentes etiológicos nessa faixa etária, mas a coinfecção é uma realidade crescente. O tratamento ambulatorial é a regra para a maioria dos casos leves a moderados. Contudo, a persistência da febre ou a deterioração do estado geral da criança sob tratamento são indicativos de falha terapêutica ou, mais importante, de desenvolvimento de complicações. Nesses cenários, a investigação ativa de derrame pleural, abscesso pulmonar ou necrose é fundamental, e a radiografia de tórax, ultrassonografia ou tomografia podem ser necessárias para guiar a conduta e evitar desfechos desfavoráveis.
A persistência da febre, piora do estado geral, taquipneia progressiva ou surgimento de dor torácica são sinais de alerta importantes que indicam a necessidade de investigar complicações como derrame pleural ou abscesso.
A radiografia de tórax é dispensável no diagnóstico de PAC não grave em crianças, sendo reservada para casos que demandam internação, suspeita de complicações, falha terapêutica ou apresentação atípica.
Os vírus são os principais agentes etiológicos da PAC em crianças até 5 anos, com destaque para o Vírus Sincicial Respiratório, Influenza e Parainfluenza. Coinfecções vírus-vírus e vírus-bactéria são cada vez mais descritas.
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