UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2023
Paciente de 3 anos de idade, apresenta há quatro dias febre de início agudo, taquipneia, tosse e diminuição do apetite. Ao exame apresenta frequência respiratória aumentada com presença de tiragem subcostal. O hemograma mostra aumento de leucócitos, neutrófilos bastões aumentados e proteína C reativa (PCR) de 45 mg/dL. Na radiografia de tórax foi visualizado condensação pulmonar a direita. Nesse quadro é correto afirmar:
PAC pediátrica com sinais de gravidade (tiragem, taquipneia, PCR >40, condensação) → hospitalização e ATB empírico.
Uma criança de 3 anos com quadro clínico de pneumonia (febre, tosse, taquipneia, tiragem subcostal), associado a achados laboratoriais (leucocitose, PCR elevada) e radiológicos (condensação), apresenta critérios de gravidade que indicam hospitalização e início de antibioticoterapia empírica.
A pneumonia adquirida na comunidade (PAC) em crianças é uma das principais causas de morbimortalidade infantil globalmente, exigindo diagnóstico e manejo adequados. A avaliação clínica é fundamental, e a identificação de sinais de gravidade é crucial para decidir sobre a necessidade de hospitalização. Residentes e pediatras devem estar aptos a reconhecer esses sinais para garantir o melhor desfecho para o paciente. O quadro clínico apresentado pela criança de 3 anos – febre, taquipneia, tosse, diminuição do apetite, tiragem subcostal – é altamente sugestivo de pneumonia. A taquipneia e a tiragem subcostal são sinais de desconforto respiratório e indicam gravidade. Os exames complementares corroboram o diagnóstico: leucocitose com neutrofilia e bastões aumentados sugerem infecção bacteriana, e uma PCR de 45 mg/dL é um marcador inflamatório elevado. A radiografia de tórax com condensação pulmonar confirma o diagnóstico de pneumonia. Diante de um quadro de pneumonia com sinais de gravidade e evidências laboratoriais e radiológicas de infecção bacteriana, a conduta correta é a hospitalização e o início imediato de antibioticoterapia empírica. O tratamento ambulatorial com sintomáticos seria inadequado e perigoso, dada a gravidade do caso. A escolha do antibiótico deve considerar a epidemiologia local e os padrões de resistência, sendo a amoxicilina a primeira escolha para casos ambulatoriais e ampicilina/penicilina ou cefalosporinas de terceira geração para casos hospitalizados.
Sinais de gravidade incluem taquipneia acentuada, tiragem subcostal ou intercostal, batimento de asas nasais, gemência, cianose, saturação de oxigênio <92%, recusa alimentar, desidratação, letargia, e achados laboratoriais como PCR muito elevada ou leucocitose/leucopenia extrema.
O tratamento empírico inicial para pneumonia bacteriana em crianças hospitalizadas geralmente envolve ampicilina ou penicilina cristalina, com cefalosporinas de terceira geração (como ceftriaxona) sendo uma alternativa, especialmente em casos mais graves ou com suspeita de resistência.
A PCR é um marcador inflamatório que, quando significativamente elevada (geralmente >40-60 mg/dL), sugere fortemente uma etiologia bacteriana da pneumonia, auxiliando na decisão de iniciar antibióticos e na avaliação da resposta ao tratamento. No entanto, não diferencia de forma segura PAC viral de bacteriana isoladamente.
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