PAC Pediátrica: Sinais de Gravidade e Critérios de Internação

SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2025

Enunciado

A respeito das Pneumonias Adquiridas na Comunidade (PAC), assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) Crianças com menos de dois meses que, além de tosse e da dificuldade respiratória, apresentem frequência respiratória (FR) elevada (≥ 60 mov/min), com ou sem tiragem subcostal, devem ser consideradas como pacientes com pneumonia grave e internadas para tratamento hospitalar.
  2. B) Dados clínicos (como aumento do esforço respiratório com grunhidos, abertura das narinas e retrações intercostais) e hipóxia moderada (saturação de oxigênio menor ou igual a 96%) não são suficientes para sugerir pneumonia em crianças menores de 5 anos.
  3. C) Exames laboratoriais como hemograma devem sempre ser solicitados em casos de suspeita de pneumonia.
  4. D) Pelo fato da procalcitonina ser um marcador sensível de infecção bacteriana, deve ser colhida de rotina na suspeita de PAC.
  5. E) A radiografia de tórax é precisa para definir a etiologia das PAC e separa bem as bacterianas das não bacterianas, devendo ser solicitada em todos os casos de suspeita de PAC.

Pérola Clínica

PAC grave em < 2 meses: FR ≥ 60 mov/min c/ou s/ tiragem subcostal → internação hospitalar.

Resumo-Chave

Em lactentes jovens, especialmente menores de 2 meses, a taquipneia e a tiragem subcostal são sinais cruciais de gravidade na pneumonia, indicando a necessidade de internação para manejo adequado e monitoramento, devido ao risco de rápida deterioração e complicações.

Contexto Educacional

A Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC) é uma das principais causas de morbimortalidade em crianças, especialmente em países em desenvolvimento. É uma infecção aguda do parênquima pulmonar que se manifesta com tosse, febre e dificuldade respiratória. O reconhecimento precoce dos sinais de gravidade é crucial para um manejo adequado e para a redução de complicações, sendo um tema frequente em provas de residência médica e na prática clínica. O diagnóstico da PAC em crianças é predominantemente clínico, baseado na presença de tosse, febre e sinais de desconforto respiratório. A avaliação da frequência respiratória e a presença de tiragem subcostal são indicadores importantes de gravidade, especialmente em lactentes. Em crianças menores de 2 meses, uma frequência respiratória ≥ 60 mov/min, com ou sem tiragem subcostal, já configura um quadro de pneumonia grave, exigindo internação hospitalar para tratamento e monitoramento intensivo. O tratamento da PAC em crianças varia conforme a gravidade e a idade. Enquanto casos leves podem ser tratados ambulatorialmente com antibióticos orais, casos graves requerem internação, oxigenoterapia e antibióticos intravenosos. Exames complementares como hemograma, procalcitonina e radiografia de tórax não são rotineiramente indicados em todos os casos, sendo reservados para situações específicas, como suspeita de complicações, falha terapêutica ou para diferenciar de outras patologias, pois não definem a etiologia bacteriana versus viral com precisão.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais de gravidade da PAC em lactentes?

Os principais sinais de gravidade da PAC em lactentes incluem taquipneia (frequência respiratória elevada), tiragem subcostal, gemência, batimento de asas de nariz, cianose e alteração do nível de consciência. Em menores de 2 meses, uma FR ≥ 60 mov/min é um critério importante de gravidade.

Quando a internação hospitalar é indicada para uma criança com pneumonia?

A internação é indicada para crianças com sinais de gravidade, como idade inferior a 2 meses, taquipneia acentuada, tiragem subcostal grave, hipoxemia, incapacidade de se alimentar, desidratação, ou falha no tratamento ambulatorial. A idade é um fator de risco independente para complicações.

A radiografia de tórax é sempre necessária para o diagnóstico de PAC em crianças?

A radiografia de tórax não é sempre necessária para o diagnóstico de PAC em crianças, especialmente em casos leves, onde o diagnóstico é predominantemente clínico. Ela é mais útil em casos graves, para diferenciar de outras condições, ou quando há suspeita de complicações, mas não define a etiologia bacteriana versus viral com precisão.

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