MedEvo Simulado — Prova 2026
Um menino de 4 anos de idade é levado ao pronto-atendimento com história de febre alta (39,2°C) há dois dias, acompanhada de tosse produtiva e prostração. A mãe relata que, desde hoje cedo, percebeu que a criança está respirando mais rápido e fazendo esforço. Ao exame físico, o paciente encontra-se em regular estado geral, corado, hidratado e com frequência respiratória de 44 incursões por minuto. Na ausculta pulmonar, observa-se a presença de estertores finos localizados no terço inferior do hemitórax direito, associados à redução do murmúrio vesicular e aumento do frêmito toracovocal na mesma região. A saturação de oxigênio em ar ambiente é de 96%. O cartão vacinal está atualizado, incluindo as vacinas pneumocócicas. Com base no quadro clínico apresentado, a principal hipótese diagnóstica e o tratamento inicial de escolha são:
Febre alta + Tosse + FTV ↑ + Estertores localizados = Pneumonia Bacteriana Típica.
A presença de sinais de consolidação (FTV aumentado, macicez) e início agudo sugere etiologia bacteriana típica, sendo o S. pneumoniae o principal agente.
A pneumonia bacteriana típica em crianças acima de 2 meses é predominantemente causada pelo pneumococo. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na presença de taquipneia (conforme critérios da OMS por idade) e achados focais na ausculta. O aumento do frêmito toracovocal é um sinal clássico de consolidação alveolar. O tratamento ambulatorial com amoxicilina oral é eficaz na maioria dos casos sem sinais de gravidade (como tiragem subcostal ou hipoxemia). A vacinação pneumocócica reduziu drasticamente a incidência de formas graves, mas não eliminou a doença, mantendo a necessidade de vigilância clínica e tratamento empírico direcionado ao S. pneumoniae.
Deve-se suspeitar quando há início súbito de febre alta, tosse produtiva, prostração e achados focais no exame físico, como estertores localizados, redução do murmúrio vesicular e sinais de consolidação (aumento do frêmito toracovocal).
O Streptococcus pneumoniae (pneumococo) continua sendo o principal agente bacteriano em todas as faixas etárias além do período neonatal, mesmo em crianças vacinadas, devido à circulação de sorotipos não vacinais.
A dose padrão recomendada pela maioria das diretrizes brasileiras (SBP) é de 50 mg/kg/dia, dividida em 2 ou 3 doses. Em regiões com alta resistência pneumocócica, doses maiores (até 90 mg/kg/dia) podem ser consideradas.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo