UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2025
Menino, 4a, previamente hígido, é trazido à Unidade Básica de Saúde com queixa de tosse, coriza e febre há cinco dias. Mãe acha que há dois dias ele respira com mais dificuldade. Frequenta creche desde o sexto mês de vida. Exame físico: Bom estado geral, corado, gemente; T = 37,8ºC; FR = 36 irpm; FC = 133 bpm; oximetria de pulso = 95% (ar ambiente); murmúrio vesicular presente com roncos esparsos e crepitantes em base pulmonar direita. Em relação ao principal diagnóstico, assinale a alternativa correta:
SpO2 < 92% + esforço respiratório importante = Critérios de gravidade na PAC pediátrica.
O diagnóstico da pneumonia na infância é eminentemente clínico. Sinais de hipoxemia e alterações na ausculta pulmonar (como abolição do murmúrio) são marcadores críticos de gravidade.
A pneumonia adquirida na comunidade (PAC) é uma das principais causas de morbimortalidade em pediatria. O diagnóstico baseia-se na presença de febre, tosse e taquipneia (ajustada pela idade). A OMS define a taquipneia como o sinal clínico mais sensível para o diagnóstico. O tratamento inicial é geralmente empírico, visando o pneumococo, com amoxicilina sendo a droga de escolha para casos ambulatoriais. A identificação precoce de sinais de perigo é fundamental para reduzir a mortalidade.
A radiografia não é necessária para o diagnóstico de PAC em pacientes ambulatoriais com quadro clínico típico. É indicada em casos de dúvida diagnóstica, falha na resposta ao tratamento após 48-72 horas, suspeita de complicações (como derrame pleural) ou em pacientes que necessitam de internação hospitalar para monitoramento e suporte.
Os principais sinais incluem saturação de oxigênio (SpO2) persistentemente abaixo de 92% em ar ambiente, presença de gemência respiratória, batimento de asa de nariz, tiragem subcostal ou intercostal importante, cianose e sinais de sepse ou desidratação grave. A abolição do murmúrio vesicular sugere complicações como o derrame pleural.
O Streptococcus pneumoniae (pneumococo) continua sendo o principal agente bacteriano em todas as faixas etárias após o período neonatal. No entanto, vírus respiratórios (como o VSR e Influenza) são causas frequentes, especialmente em lactentes e crianças menores de 5 anos, muitas vezes ocorrendo como coinfecção.
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