UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2021
Quanto à pneumonia comunitária na infância, é correto afirmar que:I. A pneumonia é a principal causa de mortalidade em crianças menores de cinco anos nos países em desenvolvimento. Dados do DataSUS, apontaram a pneumonia como causa mortis de 886 casos de óbitos infantis no Brasil no ano de 2016.II. Na ausência de sibilância, as crianças com taquipneia podem ser diagnosticadas com Pneumonia Adquirida na Comunidade.III. Os vírus são responsáveis pela maioria das PAC, em torno de 90% até um ano de idade e 50% em escolares. Destaca-se o Vírus Sincicial Respiratório, como o de maior incidência. Outros responsáveis em ordem de frequência são: Influenza, Parainfluenza, Adenovírus, Rinovírus, além de Metapneumovírus e Bocavírus, esses últimos associados à Síndrome da Angústia Respiratória (SARS).IV. Os quadros bacterianos são responsáveis por infecções menos graves, com menor comprometimento do estado geral. Desses o Estreptococo pneumoniae é o agente mais frequente, de difícil isolamento em hemoculturas e mais facilmente em culturas de líquido pleural. Outras bactérias causadoras incluem Estreptococos do Grupo A, Estafilococos áureos, Hemófilus influenza e Moraxela catarralis, esse último vem sendo identificado mais recentemente, por reação sorológica.V. A radiografia de tórax não deve ser realizada de rotina para o diagnóstico de pneumonia em crianças sem sinais de gravidade, sem necessidade de tratamento hospitalar, uma vez que não há evidências que altere o resultado clínico.A alternativa que contém todas as afirmativas corretas é:
PAC infantil: vírus são maioria, taquipneia é sinal-chave, RX não é rotina em casos leves.
A pneumonia é uma causa significativa de mortalidade infantil, especialmente em países em desenvolvimento. A etiologia viral predomina em crianças pequenas, e a taquipneia é um sinal clínico crucial para o diagnóstico de PAC na ausência de sibilância.
A pneumonia adquirida na comunidade (PAC) na infância representa uma das principais causas de morbimortalidade em crianças menores de cinco anos, especialmente em países em desenvolvimento. A compreensão de sua epidemiologia, etiologia e manejo é vital para pediatras e residentes. Dados epidemiológicos reforçam a gravidade da doença, com milhares de óbitos infantis anualmente no Brasil. A etiologia da PAC pediátrica é predominantemente viral, especialmente em lactentes, com o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) sendo o mais comum. Outros vírus incluem Influenza, Parainfluenza e Adenovírus. Em relação às bactérias, Streptococcus pneumoniae é o agente mais frequente. O diagnóstico clínico é baseado em sinais como taquipneia, que na ausência de sibilância, é um forte indicativo de pneumonia. O manejo da PAC infantil deve ser guiado pela gravidade. A radiografia de tórax não é recomendada de rotina para casos leves sem sinais de gravidade, pois não altera o desfecho clínico. O tratamento antibiótico empírico é iniciado conforme a suspeita etiológica e a idade da criança, com monitoramento rigoroso para identificar sinais de piora e necessidade de internação hospitalar.
Os vírus, como o Vírus Sincicial Respiratório, Influenza e Parainfluenza, são os principais agentes etiológicos, especialmente em menores de um ano. Entre as bactérias, o Streptococcus pneumoniae é o mais frequente.
A radiografia de tórax não é indicada de rotina para crianças sem sinais de gravidade ou necessidade de hospitalização. É reservada para casos graves, com falha terapêutica ou suspeita de complicações.
A taquipneia é um sinal clínico fundamental e um dos critérios da OMS para o diagnóstico de pneumonia em crianças, especialmente na ausência de sibilância, indicando aumento do esforço respiratório.
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