Pneumonia Grave em Pediatria: Diagnóstico e Conduta

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2017

Enunciado

Uma criança com 4 anos de idade é atendida em Unidade de Pronto Atendimento por apresentar, há 5 dias, quadro de febre de 38 °C, tosse e coriza hialina. Há 2 dias, a paciente passou a apresentar febre mais elevada (acima de 38,5 °C), episódios de vômito e recusa alimentar. O exame clínico revela: paciente em regular estado geral com frequência respiratória de 42 irpm, estertores crepitantes em base de hemitórax direito e tiragem subcostal, sem sibilância; pressão arterial e frequência cardíaca normais. Pelo quadro clínico apresentado, o diagnóstico e a conduta corretos são

Alternativas

  1. A) pneumonia; antibioticoterapia oral, com acompanhamento clínico ambulatorial, solicitação de radiografia de tórax e retorno em 48 horas.
  2. B) pneumonia muito grave; antibioticoterapia venosa, com suporte ventilatório invasivo e internação em unidade de terapia intensiva pediátrica.
  3. C) pneumonia grave; antibioticoterapia venosa, com monitorização da oxigenação por oximetria de pulso e internação hospitalar em enfermaria pediátrica.
  4. D) pneumonia com derrame pleural; antibioticoterapia endovenosa, com realização de toracocentese e internação em unidade de terapia intensiva pediátrica.

Pérola Clínica

Tiragem subcostal em criança com pneumonia = Pneumonia Grave → Internação + ATB Venoso.

Resumo-Chave

A presença de sinais de esforço respiratório, como a tiragem subcostal, classifica a pneumonia como grave na pediatria, exigindo hospitalização para monitorização e tratamento parenteral.

Contexto Educacional

A pneumonia é uma das principais causas de morbimortalidade infantil. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na presença de tosse ou dificuldade respiratória associada à taquipneia. A classificação de gravidade é fundamental para decidir o local do tratamento. A tiragem subcostal, caracterizada pela retração da parede torácica inferior durante a inspiração, é o marcador clínico mais confiável de pneumonia grave. Neste caso clínico, a paciente de 4 anos apresenta taquipneia (FR 42 irpm) e tiragem subcostal, o que a enquadra na categoria de pneumonia grave. O tratamento deve ser realizado em ambiente hospitalar (enfermaria) com antibioticoterapia venosa e monitorização da saturação de oxigênio. A radiografia de tórax é indicada em casos de internação para avaliar extensões e complicações como derrame pleural, mas não deve atrasar o início do tratamento.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios de gravidade para pneumonia em crianças?

Segundo a OMS e o Ministério da Saúde, a pneumonia é classificada como grave na presença de tiragem subcostal. Já a pneumonia 'muito grave' inclui sinais de perigo como incapacidade de beber líquidos, vômitos persistentes, convulsões, letargia ou estridor em repouso. A taquipneia isolada (FR > 40 em crianças de 1-5 anos) define pneumonia não grave, que pode ser tratada ambulatorialmente.

Por que a tiragem subcostal indica necessidade de internação?

A tiragem subcostal reflete um aumento significativo do trabalho respiratório e uma redução da complacência pulmonar. Em crianças pequenas, a musculatura respiratória fadiga-se rapidamente, aumentando o risco de insuficiência respiratória aguda. Por isso, a diretriz recomenda suporte hospitalar e antibioticoterapia venosa para garantir a estabilização clínica.

Qual a antibioticoterapia de escolha na pneumonia grave hospitalar?

Para crianças acima de 2 meses com pneumonia grave (sem sinais de sepse ou complicações), a Penicilina Cristalina venosa é a primeira escolha. Alternativas incluem a Ampicilina. Se houver falha terapêutica ou suspeita de estafilococos, o esquema deve ser ampliado conforme a epidemiologia local.

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