Pneumonia em Lactentes: Diagnóstico e Conduta Hospitalar

UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2022

Enunciado

Paciente de 6 meses em tratamento de infecção de vias aéreas superiores há 4 dias, mãe refere estar fazendo o uso de soro fisiológico nasal e sintomáticos prescritos pelo médico do posto. Há 1 dia apresentou piora da tosse, persistência da febre, não cedendo com analgésicos comuns, recusa alimentar, prostração e cansaço para respirar. Ao exame físico, apresenta-se REG, desidratado leve, hipocorado +/4+, com frequência respiratória de 60 irpm, retração intercostal leve, ausculta pulmonar com estertor creptante fixo em base direita e temperatura axilar de 38ºC. Sua principal hipótese diagnóstica e conduta: 

Alternativas

  1. A) Pneumonia adquirida na comunidade, tratamento ambulatorial com amoxicilina e sintomáticos, retorno para reavaliação em 48-72h ou em pronto-atendimento caso sinais de alarme ou piora clínica.
  2. B) Bronquiolite viral, internação hospitalar e sintomáticos.
  3. C) Pneumonia comunitária, internação hospitalar com ampicilina ou penicilina.
  4. D) Bronquiolite viral, internação com sintomáticos.

Pérola Clínica

Lactente com PAC e sinais de gravidade (taquipneia, desconforto, febre persistente, prostração) → internação + ATB parenteral (ampicilina/penicilina).

Resumo-Chave

A pneumonia em lactentes exige atenção redobrada devido à rápida progressão. Sinais como taquipneia (RR > 50 irpm para <1 ano), desconforto respiratório, febre persistente e prostração são indicativos de gravidade e necessidade de internação hospitalar para antibioticoterapia parenteral.

Contexto Educacional

A Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC) em lactentes é uma causa significativa de morbimortalidade pediátrica, exigindo reconhecimento precoce e manejo adequado. A epidemiologia mostra que os principais agentes etiológicos variam com a idade, sendo vírus mais comuns em menores de 2 anos, mas bactérias como Streptococcus pneumoniae e Haemophilus influenzae são importantes, especialmente em casos graves. A identificação de sinais de gravidade é crucial para decidir a conduta, diferenciando o tratamento ambulatorial do hospitalar. O diagnóstico da PAC é clínico-epidemiológico, baseado em sintomas como tosse, febre, taquipneia e desconforto respiratório, associados a achados no exame físico como estertores creptantes. A radiografia de tórax pode confirmar o diagnóstico e avaliar a extensão, mas não deve atrasar o início do tratamento. A suspeita de PAC grave surge com a presença de taquipneia, tiragens, gemência, cianose, hipoxemia, prostração ou recusa alimentar. O tratamento da PAC em lactentes com sinais de gravidade requer internação hospitalar e antibioticoterapia parenteral. A ampicilina ou penicilina cristalina são as escolhas de primeira linha, eficazes contra os patógenos bacterianos mais comuns. O suporte clínico, incluindo hidratação, oxigenoterapia e antitérmicos, é fundamental para a recuperação do paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais de gravidade da pneumonia em lactentes?

Os principais sinais incluem taquipneia (frequência respiratória > 50 irpm para menores de 1 ano), desconforto respiratório (tiragens), febre persistente, prostração, recusa alimentar e hipoxemia.

Quando um lactente com pneumonia deve ser internado?

A internação é indicada para lactentes com sinais de gravidade, como idade inferior a 2 meses, hipoxemia, desconforto respiratório moderado a grave, desidratação, vômitos persistentes, falha terapêutica ambulatorial ou condições sociais desfavoráveis.

Qual o tratamento antibiótico de primeira linha para pneumonia grave em lactentes internados?

Para pneumonia grave em lactentes internados, a antibioticoterapia de primeira linha é ampicilina ou penicilina cristalina, cobrindo os principais patógenos bacterianos como Streptococcus pneumoniae e Haemophilus influenzae.

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