Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2025
Criança de 6 anos de idade, sexo feminino, previamente hígida, cartão vacinal em dia, é internada por apresentar, há 5 dias, quadro de febre, 39oc, tosse produtiva, dor abdominal. Após sua internação, o médico pediatra que a atendeu auscultou som bronquial no terço médio do hemitórax direito e frequência respiratória de 45irpm com esforço leve. A MELHOR conduta para este caso é:
Pneumonia em criança >2 meses sem gravidade → Amoxicilina oral ou Penicilina cristalina IV.
Em crianças com pneumonia adquirida na comunidade (PAC) sem sinais de gravidade, a antibioticoterapia empírica deve cobrir os patógenos mais comuns, sendo o Streptococcus pneumoniae o principal. A penicilina cristalina (ou amoxicilina oral) é a escolha de primeira linha para casos não graves, devido à sua eficácia e espectro adequado.
A pneumonia adquirida na comunidade (PAC) é uma das principais causas de morbimortalidade em crianças, sendo um desafio diagnóstico e terapêutico para residentes. A apresentação clínica pode variar, mas febre, tosse e taquipneia são achados comuns. A ausculta pulmonar, embora nem sempre patognomônica, pode revelar sons bronquiais ou estertores, sugerindo consolidação pulmonar. A avaliação da frequência respiratória e a presença de esforço respiratório são cruciais para determinar a gravidade e a necessidade de internação. O agente etiológico mais comum da PAC em crianças maiores de 2 meses é o Streptococcus pneumoniae. Portanto, a antibioticoterapia empírica deve ser direcionada a este patógeno. Para crianças sem sinais de gravidade, a amoxicilina oral é a escolha de primeira linha. Em casos que requerem internação, mas sem critérios de gravidade que justifiquem um espectro mais amplo, a penicilina cristalina intravenosa é a medicação de escolha, devido à sua eficácia, baixo custo e perfil de segurança. É fundamental evitar a solicitação desnecessária de exames de imagem avançados, como a tomografia de tórax, que expõem a criança à radiação, e o uso indiscriminado de antibióticos de amplo espectro, que contribuem para a resistência antimicrobiana. A conduta deve ser baseada na avaliação clínica cuidadosa, estratificação de risco e aderência às diretrizes de tratamento para PAC pediátrica.
Os principais sinais de pneumonia em crianças incluem febre, tosse (produtiva ou seca), taquipneia (aumento da frequência respiratória para a idade), tiragem intercostal, batimento de asa de nariz e, à ausculta, podem-se ouvir estertores crepitantes ou som bronquial.
Para pneumonia adquirida na comunidade não grave em crianças, o tratamento de primeira linha é a amoxicilina oral. Em casos que necessitam de internação, mas sem gravidade, a penicilina cristalina intravenosa é a escolha preferencial, cobrindo o principal agente, Streptococcus pneumoniae.
Exames complementares como radiografia de tórax são úteis para confirmar o diagnóstico e avaliar complicações. Tomografia de tórax é reservada para suspeita de complicações graves ou falha terapêutica. Hemocultura e outros exames microbiológicos são indicados em casos de pneumonia grave ou falha do tratamento empírico.
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