CEREM - Comissão Estadual de Residência Médica de Alagoas — Prova 2021
Menino, 3 anos de idade, chega à Unidade de Pronto Atendimento, UPA, com dificuldade respiratória há aproximadamente 12 horas. A senhora relata febre e tosse produtiva há 3 dias. No momento, encontra-se em estado geral comprometido; taquipneico, com tiragem subcostal; T.: 39ºC; FC: 120bpm; FR: 38ipm; SatO₂ : 88% em ar ambiente. A ausculta respiratória evidencia murmúrios vesiculares hipoaudíveis em base do hemitórax direito. A Radiografia de tórax em PA e perfil mostra opacificação em 1/3 inferior com obliteração do seio costo-frênico à Direita.Indique o agente etiológico mais provável, nesse caso.
Pneumonia + Derrame pleural em pediatria → Streptococcus pneumoniae é o agente #1.
O Streptococcus pneumoniae continua sendo o principal agente causador de pneumonia bacteriana e complicações como derrame pleural em crianças, mesmo na era pós-vacinal.
A pneumonia adquirida na comunidade (PAC) é uma causa importante de morbimortalidade infantil. O quadro clínico clássico envolve febre, tosse e sinais de desconforto respiratório (taquipneia, tiragens). A presença de derrame pleural, evidenciado pela obliteração do seio costofrênico no RX, sugere uma complicação parapneumônica. O Streptococcus pneumoniae é o patógeno mais prevalente, seguido por Staphylococcus aureus e Streptococcus pyogenes em casos complicados. O manejo inicial foca na estabilização ventilatória (oxigenoterapia se SatO2 < 92%) e antibioticoterapia empírica, geralmente com penicilinas ou cefalosporinas de terceira geração em casos graves ou com derrame.
O Streptococcus pneumoniae (pneumococo) é o agente bacteriano mais frequente em todas as faixas etárias após o período neonatal, sendo responsável pela maioria dos casos de pneumonia adquirida na comunidade (PAC) e suas complicações supurativas, como o derrame pleural e o empiema.
Clinicamente é difícil, mas a pneumonia bacteriana costuma apresentar febre alta persistente, comprometimento do estado geral, leucocitose com desvio à esquerda e imagens radiológicas de consolidação lobar ou complicações como derrame pleural, enquanto quadros virais tendem a ser mais arrastados e com infiltrados intersticiais.
Deve-se suspeitar quando há persistência da febre após 48-72h de antibioticoterapia adequada, redução do murmúrio vesicular à ausculta, macicez à percussão e sinais radiológicos como obliteração do seio costofrênico ou opacidades que mudam com o decúbito.
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