PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2023
Em relação à Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC) na infância, assinale a alternativa INCORRETA.
Radiografia de tórax na PAC pediátrica não é rotina para casos leves; o diagnóstico é clínico.
A alternativa B está incorreta. A radiografia de tórax não é recomendada de rotina para o diagnóstico de PAC em crianças sem sinais de gravidade ou sem necessidade de hospitalização. O diagnóstico é predominantemente clínico, e a radiografia é reservada para casos graves, atípicos ou com má evolução.
A Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC) é uma das principais causas de morbimortalidade em crianças, especialmente em países em desenvolvimento. A etiologia varia com a idade, sendo os vírus responsáveis pela maioria dos casos em lactentes e pré-escolares, com o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) como um dos mais comuns. Em quadros bacterianos, o Streptococcus pneumoniae é o agente mais prevalente e associado a infecções mais graves. O diagnóstico da PAC em crianças é predominantemente clínico, baseado em sintomas como tosse, febre, taquipneia e sinais de desconforto respiratório. A radiografia de tórax, embora útil, não é recomendada de rotina para todos os casos, especialmente os leves e sem sinais de gravidade que podem ser tratados ambulatorialmente. Sua indicação é para casos graves, atípicos, com má resposta ao tratamento ou suspeita de complicações. O tratamento ambulatorial da PAC em crianças de 2 meses a 5 anos, sem sinais de gravidade, tem a amoxicilina oral como primeira opção, devido à sua eficácia contra o pneumococo. A avaliação da gravidade é fundamental para definir a conduta, sendo a presença de tiragem subcostal, dificuldade para se alimentar e sinais de desconforto respiratório grave indicativos de internação hospitalar.
Em crianças, os vírus são os principais agentes etiológicos da PAC, especialmente em menores de um ano, com destaque para o Vírus Sincicial Respiratório. Entre as bactérias, o Streptococcus pneumoniae é o agente mais prevalente e causa infecções mais graves.
A radiografia de tórax não é indicada de rotina para todos os casos de PAC em crianças. Ela é reservada para casos graves, atípicos, com má evolução ao tratamento inicial, ou quando há suspeita de complicações como derrame pleural.
Critérios de gravidade incluem tiragem subcostal, dificuldade para ingerir líquidos, sinais de dificuldade respiratória grave (movimentos involuntários da cabeça, gemência, batimentos de asa do nariz) e cianose central. A presença desses sinais indica necessidade de internação.
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