HOC - Hospital de Olhos de Conquista (BA) — Prova 2015
Criança de 10 anos é internada com hipótese diagnóstica de pneumonia lobar à direita. Segundo história, paciente é previamente hígido, sem internações anteriores, com vacinações em dia. Ao exame físico, apresenta-se em regular estado geral, descorado (+/4+), hidratado, acianótico, anictérico, taquidispneico leve, consciente e orientado, febril. ACV – RCR 2T, sem sopros. AR – MVF com estertores crepitantes à direita, estertores subcrepitantes disseminados em ambos hemitórax. ABDOME – inocente, ORO – normal, OTO – normal. Qual é o antibiótico de escolha para esse paciente?
Pneumonia lobar em criança hígida, vacinada, sem comorbidades → Penicilina cristalina ou Amoxicilina é a 1ª escolha para S. pneumoniae.
Em crianças previamente hígidas e com vacinação em dia, a principal etiologia da pneumonia adquirida na comunidade (PAC) é o *Streptococcus pneumoniae*. Nesses casos, a penicilina cristalina (intravenosa) ou amoxicilina (oral) são os antibióticos de primeira escolha, devido à sua eficácia, baixo custo e espectro adequado, cobrindo o principal patógeno sem promover resistência desnecessária a outros agentes.
A pneumonia adquirida na comunidade (PAC) é uma das principais causas de morbimortalidade em crianças, e o manejo adequado, incluindo a escolha do antibiótico, é crucial. Em crianças de 3 meses a 5 anos, o *Streptococcus pneumoniae* é o principal agente bacteriano, seguido por *Haemophilus influenzae* tipo b (em não vacinados) e *Mycoplasma pneumoniae* em escolares e adolescentes. A vacinação contra pneumococo (PCV10/13) reduziu significativamente a incidência de doença invasiva, mas o *S. pneumoniae* continua sendo relevante. Para crianças previamente hígidas, sem comorbidades e com vacinação em dia, o tratamento empírico deve visar o *S. pneumoniae*. A amoxicilina oral é a primeira escolha para casos leves a moderados, enquanto a penicilina cristalina intravenosa é preferida para casos mais graves que exigem internação. A dose da amoxicilina para pneumonia é geralmente mais alta (80-90 mg/kg/dia) para cobrir cepas com sensibilidade intermediária. É importante evitar o uso indiscriminado de antibióticos de amplo espectro, como cefalosporinas de terceira geração (ex: cefepime) ou vancomicina, em pacientes sem fatores de risco para patógenos atípicos ou resistentes. O uso excessivo contribui para a resistência antimicrobiana e pode ter efeitos adversos desnecessários. A avaliação clínica cuidadosa e a estratificação de risco são fundamentais para guiar a terapia antibiótica apropriada, garantindo a eficácia do tratamento e a otimização dos recursos.
O principal agente etiológico da pneumonia adquirida na comunidade em crianças previamente hígidas e com vacinação em dia é o *Streptococcus pneumoniae*. Outros agentes, como vírus, também são comuns, mas o foco antibiótico é geralmente para bactérias.
Penicilina cristalina (intravenosa) ou amoxicilina (oral) são as escolhas preferenciais porque são altamente eficazes contra o *Streptococcus pneumoniae*, o patógeno bacteriano mais comum. Elas têm um perfil de segurança favorável, são de baixo custo e seu uso racional ajuda a preservar antibióticos de espectro mais amplo para casos mais complexos ou resistentes.
Antibióticos de espectro mais amplo, como cefalosporinas de terceira geração ou vancomicina, devem ser considerados em casos de falha terapêutica, suspeita de resistência, pacientes com comorbidades, imunocomprometidos, ou em situações de pneumonia grave que exijam internação em UTI, onde outros patógenos ou resistência são mais prováveis.
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