SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2019
Menino, 5 anos de idade, acaba de chegar à emergência com dificuldade respiratória que se iniciou há, aproximadamente, 6 horas. Tem história de tosse produtiva há 5 dias, com febre de 39,3°C, apresentando esputo esverdeado. O responsável refere adinamia e aronexia, que usou nebolização com soro fisiológico, sem melhora, sendo levado ao hospital. Nega alergia medicamentosa. Ao exame, observa-se aleteio nasal e cianose perioral. T: 39,6°C, FR: 36 ipm, FC: 130 bpm. Há tiragem intercostal. A ausculta mostra roncos e creptos em 2/3 inferiores de hemitatórax esquerdo. Após os procedimentos iniciais e exames de urgência, foi realizada radiografia de tórax em PA e perfil, verifica-se imagem compatível com consolidação que afeta o lobo inferior do pulmão esquerdo. Diante do quadro clínico, cite o agente etiológico mais provável.
Criança > 2 anos com febre alta, tosse produtiva, esputo purulento e consolidação lobar → *Streptococcus pneumoniae*.
Em crianças maiores de 2 anos, a pneumonia com febre alta, tosse produtiva, esputo purulento e achado radiográfico de consolidação lobar é classicamente causada pelo *Streptococcus pneumoniae*, o agente bacteriano mais comum nessa faixa etária.
A Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC) é uma das principais causas de morbimortalidade em crianças globalmente, sendo um tema de extrema relevância para residentes e estudantes de medicina. O diagnóstico e manejo adequados dependem da identificação dos sinais clínicos, da avaliação da gravidade e da suspeita do agente etiológico mais provável, que varia conforme a faixa etária. No caso de um menino de 5 anos com febre alta, tosse produtiva com esputo esverdeado, desconforto respiratório significativo (aleteio nasal, tiragem intercostal, cianose perioral) e achados de consolidação lobar na radiografia de tórax, o quadro é altamente sugestivo de pneumonia bacteriana. Nessa faixa etária (crianças maiores de 2 anos), o agente etiológico mais provável e comum é o *Streptococcus pneumoniae*, também conhecido como pneumococo. Outros agentes bacterianos menos comuns incluem *Haemophilus influenzae* tipo b (em não vacinados) e *Staphylococcus aureus*. O tratamento da PAC bacteriana em crianças geralmente envolve antibioticoterapia empírica, sendo a amoxicilina a primeira escolha para casos não graves e sem fatores de risco. Em quadros mais graves ou com suspeita de resistência, outras opções como ceftriaxona ou cefotaxima podem ser consideradas. A identificação precoce e o tratamento adequado são cruciais para prevenir complicações como derrame pleural, empiema e sepse, garantindo um bom prognóstico para a criança.
Em crianças na faixa etária de 5 anos, o agente etiológico bacteriano mais comum de pneumonia adquirida na comunidade é o *Streptococcus pneumoniae* (pneumococo), especialmente em quadros com febre alta, tosse produtiva e consolidação lobar.
Sinais que sugerem pneumonia bacteriana incluem febre alta (>39°C), tosse produtiva com esputo purulento, taquipneia, tiragem intercostal, aleteio nasal, cianose e achados focais na ausculta pulmonar, como roncos e creptos.
A radiografia de tórax é fundamental para confirmar o diagnóstico de pneumonia, determinar a extensão do acometimento pulmonar (por exemplo, consolidação lobar) e auxiliar no diagnóstico diferencial, embora a etiologia seja primariamente clínica e epidemiológica.
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