PAC Pediátrica: Diagnóstico, Gravidade e Etiologia

UFPR/HC - Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (PR) — Prova 2020

Enunciado

Em relação à pneumonia adquirida na comunidade (PAC) em crianças, considere as seguintes afirmativas: 1. É a principal causa de morte não externa em crianças em países em desenvolvimento. 2. Em crianças abaixo de 2 meses, frequência respiratória acima de 60 incursões respiratórias por minuto e tiragem subcostal são sinais de pneumonia muito grave, sendo obrigatória a internação. 3. Os vírus são responsáveis pela maioria das PAC, sendo responsáveis por cerca de 90% das pneumonias em crianças ˂ 1 ano e de 50% em escolares. 4. A radiografia de tórax deve ser realizada de rotina para o diagnóstico PAC em crianças, com ou sem necessidade de tratamento hospitalar, uma vez que há evidências que modifica a evolução clínica e a conduta. Assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Somente a afirmativa 2 é verdadeira.
  2. B) Somente as afirmativas 1 e 4 são verdadeiras.
  3. C) Somente as afirmativas 3 e 4 são verdadeiras.
  4. D) Somente as afirmativas 1, 2 e 3 são verdadeiras.
  5. E) As afirmativas 1, 2, 3, e 4 são verdadeiras.

Pérola Clínica

PAC pediátrica: principal causa de morte não externa, viral na maioria, FR > 60 + tiragem subcostal em < 2m = grave. RX não é rotina.

Resumo-Chave

A pneumonia adquirida na comunidade (PAC) é uma doença grave em crianças, sendo a principal causa de morte não externa em países em desenvolvimento. A etiologia viral é predominante, especialmente em lactentes. Sinais como taquipneia e tiragem subcostal são importantes para o diagnóstico e indicação de gravidade, especialmente em menores de 2 meses. A radiografia de tórax não é recomendada de rotina para todos os casos de PAC em crianças, sendo reservada para situações específicas.

Contexto Educacional

A pneumonia adquirida na comunidade (PAC) representa um desafio significativo na saúde pública pediátrica, sendo a principal causa de morte não externa em crianças, especialmente em países em desenvolvimento. O diagnóstico precoce e o manejo adequado são cruciais para reduzir a morbimortalidade. A apresentação clínica varia com a idade e o agente etiológico, mas sinais como taquipneia, tosse e febre são comuns. Em crianças menores de 2 meses, a taquipneia (frequência respiratória > 60 incursões por minuto) e a tiragem subcostal são sinais de pneumonia muito grave, indicando a necessidade de internação hospitalar imediata. A etiologia da PAC em crianças é predominantemente viral, especialmente em lactentes menores de um ano, onde os vírus podem ser responsáveis por até 90% dos casos. Em escolares, a proporção de etiologia bacteriana aumenta, mas os vírus ainda são significativos. A radiografia de tórax, embora útil, não é um exame de rotina para todos os casos de PAC em crianças. O diagnóstico é frequentemente clínico, e a radiografia é reservada para situações como falha terapêutica, suspeita de complicações (derrame pleural, abscesso), apresentação atípica ou necessidade de internação, pois não há evidências de que sua realização rotineira modifique a evolução clínica ou a conduta em casos leves e moderados.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais de gravidade da pneumonia em lactentes menores de 2 meses?

Em lactentes menores de 2 meses, sinais de gravidade incluem taquipneia (FR > 60 irpm), tiragem subcostal, gemência, cianose, recusa alimentar, letargia e convulsões. A presença de qualquer um desses indica pneumonia muito grave e internação.

Por que a radiografia de tórax não é recomendada de rotina para todos os casos de PAC em crianças?

A radiografia de tórax não é recomendada de rotina porque o diagnóstico de PAC é frequentemente clínico e a imagem nem sempre altera a conduta em casos leves a moderados. É reservada para casos graves, atípicos, falha terapêutica ou para identificar complicações.

Qual a etiologia mais comum da PAC em crianças?

A etiologia viral é a mais comum, especialmente em crianças menores de 5 anos, sendo responsável por cerca de 90% dos casos em lactentes < 1 ano e 50% em escolares. Vírus sincicial respiratório, influenza e adenovírus são frequentes.

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