UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2015
Idosa de 78 anos, portadora de demência vascular moderada, institucionalizada, é encaminhada pelos cuidadores para o pronto atendimento com quadro confusional agudo, dispneia e febre. À admissão apresenta PA 84/48 mmHg; FC = 123 bpm; SaO2 87%; FR 33 irpm. A radiografia de tórax revela condensação em lobo inferior direito. Nesse caso, a conduta deve ser:
Idoso com pneumonia, hipotensão, taquicardia, hipoxemia e confusão aguda → PAC grave, internação em UTI.
A paciente apresenta múltiplos critérios de gravidade para pneumonia adquirida na comunidade (PAC), incluindo hipotensão, taquicardia, hipoxemia e alteração do estado mental (confusão aguda em demência). Esses achados indicam sepse e a necessidade de internação em unidade de terapia intensiva (UTI) para suporte avançado e antibioticoterapia intravenosa imediata.
A pneumonia adquirida na comunidade (PAC) em idosos é uma causa significativa de morbidade e mortalidade, especialmente em pacientes com comorbidades como demência e institucionalização. A apresentação clínica pode ser atípica, com sintomas menos específicos como confusão mental ou queda, em vez de tosse e febre proeminentes. A identificação precoce da gravidade é crucial para um desfecho favorável. A avaliação da gravidade da PAC em idosos é feita por escores como o CURB-65 (Confusão, Ureia > 7 mmol/L, Frequência Respiratória > 30 irpm, Pressão Arterial < 90/60 mmHg, Idade > 65 anos) ou o PSI (Pneumonia Severity Index). A paciente do caso apresenta múltiplos sinais de gravidade, incluindo hipotensão, taquicardia, hipoxemia e confusão aguda, que indicam um quadro de sepse e falência orgânica iminente. Esses achados são fortes preditores de necessidade de internação em unidade de terapia intensiva (UTI). A conduta inicial para PAC grave em idosos com sepse deve ser a hospitalização imediata em UTI para monitorização intensiva, suporte hemodinâmico (fluidos, vasopressores se necessário), suporte ventilatório (oxigenoterapia, ventilação mecânica se indicado) e antibioticoterapia intravenosa de amplo espectro, iniciada o mais rápido possível após a coleta de culturas. O atraso no tratamento adequado aumenta significativamente a mortalidade nesses pacientes vulneráveis.
Em idosos, critérios como hipotensão (PA < 90/60 mmHg), taquicardia (> 125 bpm), taquipneia (> 30 irpm), hipoxemia (SaO2 < 90%), alteração do nível de consciência e presença de comorbidades graves (demência, insuficiência cardíaca) indicam gravidade.
A internação em UTI é indicada para pacientes com critérios maiores (necessidade de ventilação mecânica invasiva, choque séptico com necessidade de vasopressores) ou três ou mais critérios menores (FR > 30, PaO2/FiO2 < 250, infiltrados multilobares, confusão, ureia > 20 mg/dL, leucopenia, trombocitopenia, hipotermia, hipotensão que requer hidratação agressiva).
Para PAC grave que requer internação em UTI, a antibioticoterapia empírica inicial geralmente inclui um beta-lactâmico (ex: ceftriaxona, cefotaxima) ou um inibidor de beta-lactamase (ex: ampicilina-sulbactam) associado a um macrolídeo (ex: azitromicina) ou uma fluoroquinolona respiratória (ex: levofloxacino, moxifloxacino). Cobertura para MRSA e Pseudomonas deve ser considerada em casos específicos.
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