Tratamento da Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC)

IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2020

Enunciado

Sobre o tratamento da pneumonia adquirida na comunidade, julgue os itens a seguir. I. Em pacientes sem comorbidades, os beta-lactâmicos podem ser utilizados como primeira escolha por via oral.II. Em pacientes com história de pneumococo resistente à penicilina, pode ser tratada com beta-lactâmico em alta dose (amoxicilina 3 g/dia) ou amoxicilina + ácido clavulânico 4 g/dia. III. Em pacientes com fatores de risco ou uso recente de antimicrobianos, o tratamento deve ser com beta-lactâmico associado a macrolídeo. Pode-se afirmar que: 

Alternativas

  1. A) apenas o item I está certo.
  2. B) apenas o item II está certo.
  3. C) apenas o item III está certo.
  4. D) todos os itens estão certos.
  5. E) nenhum item está certo.

Pérola Clínica

Tratamento PAC: sem comorbidades → beta-lactâmico oral; pneumococo resistente → amoxicilina alta dose; fatores de risco/ATB recente → beta-lactâmico + macrolídeo.

Resumo-Chave

O tratamento da Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC) varia conforme a presença de comorbidades e fatores de risco. Em pacientes sem comorbidades, beta-lactâmicos orais são primeira escolha. Para pneumococo resistente, amoxicilina em alta dose é uma opção. Pacientes com fatores de risco ou uso recente de ATB devem receber terapia combinada (beta-lactâmico + macrolídeo).

Contexto Educacional

A Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC) é uma infecção respiratória comum e uma causa significativa de morbidade e mortalidade, especialmente em idosos e pacientes com comorbidades. O tratamento antimicrobiano empírico deve ser iniciado prontamente, e a escolha do antibiótico depende da gravidade da doença, da presença de comorbidades, de fatores de risco para patógenos resistentes e do perfil epidemiológico local. As diretrizes visam cobrir os patógenos mais prováveis, como Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae e patógenos atípicos. Para pacientes ambulatoriais sem comorbidades e sem fatores de risco para patógenos resistentes, os beta-lactâmicos orais, como a amoxicilina, são frequentemente a primeira escolha, devido à sua eficácia e bom perfil de segurança. No entanto, em regiões com alta prevalência de Streptococcus pneumoniae resistente à penicilina, ou em pacientes com história de exposição a esses patógenos, a amoxicilina em doses mais elevadas (por exemplo, 3g/dia) ou a combinação de amoxicilina com ácido clavulânico em doses altas pode ser necessária para superar a resistência. Em pacientes com comorbidades (doença cardíaca, pulmonar, hepática, renal, diabetes, alcoolismo, asplenia, imunossupressão) ou com fatores de risco para patógenos resistentes (como uso recente de antibióticos), a terapia combinada é preferencial. Geralmente, isso envolve um beta-lactâmico (como amoxicilina/clavulanato ou cefuroxima) associado a um macrolídeo (azitromicina ou claritromicina) ou uma fluoroquinolona respiratória (levofloxacino, moxifloxacino). Essa abordagem ampla visa cobrir tanto patógenos típicos quanto atípicos, otimizando a chance de sucesso terapêutico e reduzindo a progressão da doença.

Perguntas Frequentes

Qual o tratamento de primeira escolha para PAC em pacientes sem comorbidades?

Em pacientes ambulatoriais sem comorbidades e sem fatores de risco para patógenos resistentes, beta-lactâmicos por via oral, como a amoxicilina, são a primeira escolha.

Como tratar PAC em caso de suspeita de pneumococo resistente à penicilina?

Nesses casos, pode-se usar beta-lactâmicos em alta dose (ex: amoxicilina 3g/dia) ou a combinação de amoxicilina com ácido clavulânico em doses elevadas para superar a resistência.

Quando é indicada a terapia combinada para PAC?

A terapia combinada (geralmente um beta-lactâmico associado a um macrolídeo ou uma fluoroquinolona respiratória) é indicada em pacientes com comorbidades ou com fatores de risco para patógenos resistentes, como uso recente de antimicrobianos.

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