Pneumonia Adquirida na Comunidade: Manejo Ambulatorial

UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2021

Enunciado

Mulher de 30 anos, sem comorbidades, procura atendimento médico devido a tosse produtiva, de coloração amarelada, há 5 dias. Apresenta dor torácica ventilatório dependente em base de tórax direito e, à asculta, apresenta estertores crepitantes nesta área. Sua frequência respiratória é de 20 irpm, a pressão arterial é de 120 x 80 mmHg e encontra-se consciente e orientada. Os exames iniciais, além de leucocitose com desvio à esquerda, apresentam ureia de 42 mg/dl e radiografia de tórax compatível com pneumonia. Esta paciente deve ser

Alternativas

  1. A) tratada em hospital-dia para uso de cefepime.
  2. B) internada para uso de ceftriaxona.
  3. C) internada para uso de cefotaxima.
  4. D) tratada ambulatorialmente com ampicilina+sulbactam.
  5. E) tratada ambulatorialmente com claritromicina.

Pérola Clínica

Pneumonia em paciente jovem sem comorbidades, CURB-65 baixo → tratamento ambulatorial com macrolídeo (claritromicina).

Resumo-Chave

A paciente apresenta pneumonia adquirida na comunidade (PAC) com baixo risco de complicações, conforme avaliado pelo escore CURB-65 (0 pontos: Confusão, Ureia > 42, FR > 30, PA < 90/60, Idade > 65). Nesses casos, o tratamento ambulatorial com macrolídeos é a conduta de escolha.

Contexto Educacional

A pneumonia adquirida na comunidade (PAC) é uma infecção aguda do parênquima pulmonar que se manifesta em pacientes que não foram hospitalizados ou institucionalizados recentemente. É uma das principais causas de morbidade e mortalidade em todo o mundo, sendo crucial para o residente dominar seu diagnóstico e manejo. A avaliação inicial da gravidade é fundamental para determinar o local de tratamento (ambulatorial, enfermaria ou UTI) e a escolha do regime antimicrobiano. A fisiopatologia da PAC envolve a inalação ou aspiração de microrganismos patogênicos que colonizam as vias aéreas superiores, levando à inflamação pulmonar. O diagnóstico é baseado em sintomas clínicos (tosse, febre, dispneia, dor torácica) e achados radiográficos (infiltrado pulmonar). A estratificação de risco, utilizando ferramentas como o escore CURB-65, é essencial para guiar a conduta. No caso da paciente, com CURB-65 = 0 (sem confusão, ureia normal, FR normal, PA normal, idade < 65), o risco é baixo. Para pacientes com PAC de baixo risco, sem comorbidades e sem uso recente de antibióticos, o tratamento ambulatorial com um macrolídeo (como claritromicina ou azitromicina) é a conduta de escolha, visando cobrir os patógenos atípicos e típicos mais comuns. A internação hospitalar é reservada para casos de maior gravidade ou falha terapêutica ambulatorial. O prognóstico é geralmente bom para pacientes de baixo risco que recebem tratamento adequado.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para tratamento ambulatorial da pneumonia adquirida na comunidade?

O tratamento ambulatorial da PAC é indicado para pacientes de baixo risco, geralmente aqueles com escore CURB-65 de 0 ou 1. Eles devem estar hemodinamicamente estáveis, sem hipoxemia grave e com boa adesão ao tratamento oral.

Qual o antibiótico de primeira linha para pneumonia ambulatorial em pacientes jovens e sem comorbidades?

Para pacientes jovens e sem comorbidades, os macrolídeos (como claritromicina ou azitromicina) são a primeira linha de tratamento. Alternativas incluem doxiciclina ou fluoroquinolonas respiratórias em casos específicos.

O que o escore CURB-65 avalia na pneumonia?

O escore CURB-65 avalia a gravidade da pneumonia e o risco de mortalidade, auxiliando na decisão sobre o local de tratamento. Ele considera Confusão, Ureia > 42 mg/dL, Frequência Respiratória > 30 irpm, Pressão Arterial (sistólica < 90 mmHg ou diastólica < 60 mmHg) e Idade > 65 anos.

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