SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2023
Paciente FMN, masculino, de 28 anos de idade, comparece a consulta ambulatorial com queixa de febre aferida acima de 38,5 o C, astenia, tosse produtiva, sem dispneia referida ou aferida, com teste negativo para covid-19. O médico que o atende o diagnostica com pneumonia adquirida na comunidade (PAC). A PAC constitui a principal causa de morte no mundo; apesar da vasta microbiota respiratória, o Streptococcus pneumoniae permanece sendo a bactéria de maior prevalência entre os agentes etiológicos agudos. Com base no caso clínico apresentado, assinale a alternativa correta, quanto ao nível de atenção em que deve ser realizado o tratamento do referido paciente e quanto à terapia mais indicada nesse caso, seguindo as recomendações para o manejo da pneumonia adquirida na comunidade da SBPT.
PAC em jovem sem comorbidades e sem dispneia (CURB-65=0) → tratamento ambulatorial com monoterapia (β-lactâmico ou macrolídeo).
A avaliação da gravidade da PAC, frequentemente utilizando escores como CURB-65, é essencial para definir o local de tratamento. Pacientes jovens, sem comorbidades e com baixo escore de gravidade, são candidatos ideais para tratamento ambulatorial com monoterapia oral.
A Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC) é uma infecção respiratória comum e uma importante causa de morbimortalidade. O manejo eficaz depende de uma avaliação precisa da gravidade para determinar o local de tratamento e a escolha da antibioticoterapia. Ferramentas como o escore CURB-65 (Confusão, Ureia >7 mmol/L, Frequência Respiratória ≥30 ipm, Pressão Arterial Sistólica <90 mmHg ou Diastólica ≤60 mmHg, Idade ≥65 anos) são amplamente utilizadas para estratificar o risco. Pacientes com CURB-65 de 0 a 1 ponto são geralmente candidatos ao tratamento ambulatorial. Para pacientes jovens, sem comorbidades significativas e com baixo risco, a monoterapia oral é a abordagem preferencial. As diretrizes da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) recomendam o uso de um beta-lactâmico (como amoxicilina) ou um macrolídeo (como azitromicina ou claritromicina) como tratamento empírico de primeira linha. Essa estratégia visa cobrir os patógenos mais comuns, como Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae e patógenos atípicos, minimizando a exposição a antibióticos de amplo espectro e o risco de resistência. É crucial evitar a prescrição de antibióticos desnecessariamente amplos ou a hospitalização de pacientes de baixo risco, otimizando os recursos de saúde e promovendo o uso racional de antimicrobianos. A educação contínua sobre as diretrizes de manejo da PAC é fundamental para residentes e profissionais de saúde, garantindo a melhor prática clínica e resultados para os pacientes.
O tratamento ambulatorial é indicado para pacientes com baixo risco de complicações, geralmente avaliado por escores como CURB-65 (0-1 ponto) ou PSI/PORT (classes I-II). Esses pacientes não devem apresentar hipoxemia, instabilidade hemodinâmica ou comorbidades descompensadas.
Para pacientes sem comorbidades e sem uso recente de antibióticos, a monoterapia com um beta-lactâmico (como amoxicilina) ou um macrolídeo (como azitromicina ou claritromicina) é a escolha inicial recomendada pelas diretrizes da SBPT.
A cultura de escarro tem baixa sensibilidade e especificidade na PAC, e seu resultado geralmente não altera a conduta empírica inicial, especialmente em pacientes de baixo risco. O tratamento é iniciado empiricamente com base nos patógenos mais prováveis.
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