SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2026
Um paciente de 28 anos de idade procurou atendimento médico em razão de febre alta, tosse produtiva com expectoração purulenta, dor torácica unilateral e leucocitose significativa. A radiografia mostrou condensação lobar no lobo inferior direito. No caso, o tratamento mais adequado a ser iniciado nesse paciente é a:
Febre + Tosse purulenta + Condensação lobar = PAC → Coletar culturas e iniciar antibiótico empírico.
O diagnóstico de PAC é clínico-radiológico. O tratamento envolve antibioticoterapia empírica imediata, precedida pela coleta de culturas em casos com indicação de investigação etiológica.
A Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC) é uma das principais causas de internação e morte por doenças infecciosas. O quadro clássico apresenta-se com início agudo de febre, tosse produtiva e dor pleurítica, acompanhado de sinais de consolidação ao exame físico (estertores, aumento do frêmito toracovocal). A radiografia de tórax é o padrão-ouro para confirmar a presença de infiltrado ou condensação. O tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível para reduzir a mortalidade. Em pacientes jovens e previamente hígidos, o tratamento costuma ser ambulatorial com amoxicilina ou macrolídeos. No entanto, a presença de sinais de gravidade ou leucocitose importante pode exigir abordagem hospitalar. A coleta de exames microbiológicos, embora não obrigatória em casos leves, é um passo acadêmico e clínico importante para o manejo de casos moderados a graves.
A cultura de escarro e as hemoculturas são recomendadas principalmente para pacientes com pneumonia grave (critérios de UTI), pacientes internados que não respondem ao tratamento empírico inicial, ou naqueles com fatores de risco para patógenos multirresistentes (como MRSA ou Pseudomonas). Embora a sensibilidade seja variável, a coleta prévia ao antibiótico é ideal para permitir o ajuste do espectro (descalonamento) conforme o resultado microbiológico.
O CURB-65 é uma ferramenta de estratificação de risco que auxilia na decisão sobre o local de tratamento (ambulatorial, enfermaria ou UTI). Ele avalia: Confusão mental, Ureia (>43 mg/dL), Frequência Respiratória (≥30 irpm), Pressão Arterial (Sistólica <90 ou Diastólica ≤60 mmHg) e Idade (≥65 anos). Pontuações de 0-1 sugerem tratamento ambulatorial, 2 sugerem internação hospitalar e ≥3 indicam necessidade de cuidados intensivos.
O Streptococcus pneumoniae (pneumococo) continua sendo o agente mais comum em todas as faixas etárias. Outros patógenos frequentes incluem Haemophilus influenzae e Moraxella catarrhalis. Em quadros atípicos, destacam-se Mycoplasma pneumoniae e Chlamydia pneumoniae. A escolha do antibiótico empírico deve cobrir o pneumococo, geralmente utilizando betalactâmicos associados ou não a macrolídeos, dependendo da gravidade e resistência local.
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