Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2025
Lactente de 4 meses é levado na emergência por apresentar tosse dificuldade para alimentar. Ao exame físico temperatura de 38,4 º C FR 58 FC 154, Saturação 92 % batimento de aletas nasais, tiragem intercostal, subcostal e de fúrcula, irritabilidade. Ausculta respiratória abolição do murmúrio vesicular, presença de crepitações. Com base no diagnóstico anterior o tratamento de escolha será:
Lactente com pneumonia + sinais de gravidade (Sat <92%, tiragem) → Internação + Ampicilina EV.
Lactentes com desconforto respiratório e hipoxemia requerem tratamento hospitalar. A ampicilina é a escolha inicial para cobrir os principais patógenos bacterianos nessa faixa etária.
A pneumonia é uma das principais causas de morbimortalidade em menores de 5 anos. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na presença de taquipneia e sinais de esforço respiratório. Em lactentes de 4 meses, a imunização (Pneumocócica 10 e Pentavalente) ainda está incompleta, aumentando a vulnerabilidade. O tratamento hospitalar visa garantir a oxigenação adequada, hidratação e administração de antibióticos venosos, sendo a Ampicilina a droga de escolha pela sua eficácia contra o pneumococo sensível, que ainda é o patógeno bacteriano predominante.
Os sinais de gravidade incluem frequência respiratória elevada para a idade (taquipneia), presença de tiragens (subcostal, intercostal ou fúrcula), batimento de aletas nasais, gemência, cianose e saturação de oxigênio abaixo de 92% em ar ambiente. Além disso, a recusa alimentar, desidratação e alteração do nível de consciência (irritabilidade ou letargia) são indicadores críticos que impõem a necessidade de internação hospitalar para suporte de oxigênio e antibioticoterapia endovenosa.
Para lactentes acima de 2-3 meses com pneumonia bacteriana típica que necessitam de internação, a Ampicilina é o padrão-ouro. Ela oferece excelente cobertura contra o Streptococcus pneumoniae (principal agente) e também contra o Haemophilus influenzae não tipável. Em pacientes não vacinados ou em regiões com alta resistência, a adição de um macrolídeo ou troca por cefalosporina de 3ª geração pode ser considerada, mas a Ampicilina permanece a recomendação inicial das diretrizes da SBP para casos graves sem suspeita de estafilococo.
A diferenciação clínica é desafiadora. A pneumonia bacteriana geralmente apresenta início súbito, febre alta (>38,5°C), toxemia e achados localizados na ausculta ou RX (consolidação). A pneumonia viral (ou bronquiolite) costuma ter pródromos catarrais, febre baixa e sibilância difusa. No entanto, em lactentes jovens com desconforto respiratório importante e crepitações, a conduta empírica frequentemente inclui cobertura bacteriana devido ao risco de rápida progressão.
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