PAC: Classificação CURB-65 e Manejo Ambulatorial

UFCG/HUAC - Hospital Universitário Alcides Carneiro - Campina Grande (PB) — Prova 2015

Enunciado

Paciente, 54 anos, procura atendimento em UPA de Campina Grande; com quadro, há cerca de três dias, de febre alta, calafrios, decaimento do estado geral, tosse produtiva e escarros hemoptoicos. Sabidamente portador de diabetes e HAS há cerca de 15 anos, fazendo uso regular de hipoglicemiantes orais e anti-hipertensivos, com bom controle metabólico. Ao exame, consciente e orientado, normocorado, desconfortável. Presença de creptos em terço inferior de hemitórax direito, com aumento do frêmito toracovocal nesta topografia. FR = 24 irpm; PA = 108 x 76 mmHg; FC = 88 bpm; T = 38,1°C; SatPO2 = 96% em ar ambiente. Radiografia de tórax evidenciava hipo transparência com aerobroncograma aéreo em terço inferior de hemitórax direito. Assinale a alternativa CORRETA sobre o manejo do quadro:

Alternativas

  1. A) Paciente deve ser classificado como grupo II (tratamento ambulatorial), devendo fazer uso de quinolona respiratória isoladamente ou betalactâmico associado a macrolídeo, por via oral.
  2. B) Paciente deve ser classificado como grupo III (tratamento hospitalar), devendo-se colher hemocultura, Gram e cultura do escarro, iniciando tratamento com quinolona respiratória venosa. 
  3. C) Paciente deve ser classificado como grupo IV (tratamento em UTI), sem risco para Pseudomonas, iniciando tratamento com piperacilina + tazobactam após coleta de material para exames microbiológicos.
  4. D) Paciente não deve ser rotulado como portador de PAC, uma vez que é fundamental a confirmação microbiológica através do Gram de escarro.
  5. E) Paciente, apesar de não fechar critérios para sepse, apresenta pontuação no CURB-65 que indica internação. Iniciar betalactâmico + macrolídeo, ambos venosos.

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