Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2025
Paciente de 24 anos previamente hígida, procura ao PS e após avaliação o diagnóstico foi de Pneumonia bacteriana. O antibiótico de primeira escolha será:
PAC em adulto hígido, sem comorbidades e tratamento ambulatorial → Amoxicilina em altas doses (1g 8/8h) é a primeira escolha.
Para pneumonia comunitária (PAC) em pacientes hígidos e sem uso recente de antibióticos, a monoterapia com amoxicilina é preferível. Essa abordagem visa otimizar a cobertura para *Streptococcus pneumoniae*, o agente mais comum, e conter o avanço da resistência aos macrolídeos.
A Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC) é uma infecção aguda do parênquima pulmonar em um paciente que não esteve hospitalizado recentemente. É uma causa significativa de morbidade e mortalidade em todo o mundo, sendo o *Streptococcus pneumoniae* o agente etiológico bacteriano mais comum em todas as faixas etárias. O manejo inicial da PAC envolve a avaliação da gravidade para decidir o local de tratamento (ambulatorial, enfermaria ou UTI). Escores como o CURB-65 ou o PSI (Pneumonia Severity Index) são ferramentas validadas para essa estratificação. Para pacientes de baixo risco (CURB-65 0-1), o tratamento ambulatorial é seguro e eficaz. A escolha do antibiótico empírico é crucial. Para adultos previamente hígidos, sem comorbidades e sem uso recente de antibióticos, as diretrizes brasileiras e internacionais recomendam a monoterapia com amoxicilina em altas doses (1g de 8/8h). Essa recomendação se baseia na alta prevalência do pneumococo e na necessidade de combater a resistência crescente aos macrolídeos (como a azitromicina). Para pacientes com comorbidades ou uso recente de antibióticos, a terapia deve ser ampliada para cobrir também germes atípicos e bacilos gram-negativos, geralmente com a associação de um beta-lactâmico e um macrolídeo, ou o uso de uma fluoroquinolona respiratória.
Utiliza-se o escore de gravidade CURB-65. Pacientes com pontuação 0 ou 1 (Confusão, Ureia > 43mg/dL, FR ≥ 30ipm, Pressão arterial sistólica < 90 ou diastólica ≤ 60 mmHg, Idade ≥ 65 anos) geralmente podem ser tratados ambulatorialmente, se houver condições clínicas e sociais adequadas.
A amoxicilina em dose alta (1g 3x/dia) atinge concentrações eficazes contra cepas de *S. pneumoniae* com sensibilidade diminuída à penicilina, o agente mais comum. É a estratégia recomendada para superar a resistência sem recorrer a antibióticos de espectro mais amplo.
A terapia dupla (ex: amoxicilina-clavulanato + macrolídeo) ou monoterapia com quinolona respiratória (ex: levofloxacino) é indicada para pacientes ambulatoriais com comorbidades (DPOC, diabetes, cardiopatia) ou para pacientes que necessitam de internação hospitalar, visando cobrir também patógenos atípicos.
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