Pneumonia em Adolescentes: Diagnóstico e Tratamento

PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2019

Enunciado

Adolescente, 13 anos, sexo masculino iniciou há uma semana com febre baixa, coriza e obstrução nasal. Há dois dias houve piora com hiporexia e febre mais alta (39°C). Ao exame, corado, hidratado, afebril. Frequência respiratória = 24irpm. Frequência cardíaca = 90bpm. Oximetria de pulso = 96%. Ausculta pulmonar apresenta som bronquial no terço médio do hemitórax direito. A radiografia de tórax evidencia a seguinte imagem. A etiologia MAIS PROVÁVEL e a conduta MAIS ADEQUADA nesse caso são, respectivamente:

Alternativas

  1. A) Mycobacterium tuberculosis. Realizar teste tuberculínico, exame de cultura de escarro e iniciar tuberculostáticos.
  2. B) Mycoplasma pneumoniae. Indicar internação, coletar exame de escarro e hemocultura para orientar a antibioticoterapia.
  3. C) Streptococcus Pneumoniae. Iniciar Amoxacilina por via oral e agendar o retorno em 48-72 horas ou imediato se houver piora.
  4. D) Vírus influenza. Indicar a internação, coletar hemograma e exame para pesquisa de vírus e iniciar o antiviral oseltamivir.

Pérola Clínica

Adolescente com PAC sem sinais de gravidade → Amoxicilina oral e reavaliação em 48-72h.

Resumo-Chave

A apresentação clínica com piora após sintomas virais e achados radiográficos focais em adolescente sugere pneumonia bacteriana, sendo Streptococcus pneumoniae o agente mais comum. A ausência de critérios de gravidade permite tratamento ambulatorial com amoxicilina.

Contexto Educacional

A Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC) em adolescentes é uma infecção respiratória comum, com Streptococcus pneumoniae sendo o patógeno bacteriano mais frequente, seguido por Mycoplasma pneumoniae e vírus. O diagnóstico baseia-se na clínica (febre, tosse, desconforto respiratório) e achados radiográficos. É crucial diferenciar quadros virais de bacterianos para guiar a terapia. A fisiopatologia envolve a inalação ou aspiração de microrganismos que colonizam o trato respiratório superior, levando à inflamação pulmonar. A suspeita de PAC em adolescentes surge com febre, tosse produtiva, dor torácica e achados focais na ausculta. A radiografia de tórax confirma o infiltrado pulmonar. É importante avaliar a gravidade para decidir entre tratamento ambulatorial ou internação. O tratamento da PAC não grave em adolescentes é ambulatorial, com Amoxicilina como primeira escolha devido à sua eficácia contra o Streptococcus pneumoniae. O seguimento clínico é fundamental, com reavaliação em 48-72 horas para monitorar a resposta terapêutica e identificar sinais de piora que justifiquem a mudança de conduta ou internação.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para internação de adolescentes com pneumonia?

Os critérios incluem desconforto respiratório grave, hipoxemia, desidratação, falha terapêutica ambulatorial, derrame pleural complicado ou condições subjacentes que aumentam o risco.

Por que a Amoxicilina é a primeira escolha para pneumonia ambulatorial em adolescentes?

A Amoxicilina é eficaz contra o Streptococcus pneumoniae, o agente bacteriano mais comum da PAC em adolescentes, e possui bom perfil de segurança e tolerabilidade para uso oral.

Como diferenciar pneumonia bacteriana de viral em adolescentes?

A pneumonia bacteriana frequentemente apresenta piora súbita, febre alta, calafrios e achados focais na ausculta e radiografia, enquanto a viral tende a ter início mais insidioso e sintomas sistêmicos mais proeminentes.

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