SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2022
Um homem de setenta anos de idade, ex-tabagista (dez anos/maço), sem outras comorbidades, apresenta, há cinco dias, quadro de tosse, com expectoração amarelada, acompanhado de febre diária de 38,3 °C e dor torácica de característica pleurítica e ventilatório dependente. Há um dia, evoluiu com piora progressiva do quadro, passando a apresentar dificuldade para respirar. Ao exame físico: agitação importante; confusão mental; FC de 114 bpm; FR de 28 irpm; e PA, bilateralmente, de 80 x 62 mmHg. Foram realizados exames complementares para a avaliação e foi prescrita uma antibioticoterapia empírica. Com base nesse caso hipotético, é correto afirmar que o provável agente etiológico e o tratamento empírico para o contexto epidemiológico atual mais adequado, respectivamente, são:
PAC grave em idoso com choque e confusão → S. pneumoniae + Ceftriaxona + Claritromicina (cobertura atípicos).
O paciente apresenta um quadro de pneumonia adquirida na comunidade (PAC) grave, com critérios de choque séptico (hipotensão, confusão mental) e insuficiência respiratória. Nesses casos, o Streptococcus pneumoniae é o agente mais comum, e o tratamento empírico deve cobrir tanto os patógenos típicos quanto os atípicos.
A Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC) é uma infecção pulmonar aguda que representa uma causa significativa de morbidade e mortalidade, especialmente em idosos e pacientes com comorbidades. O diagnóstico precoce e o início rápido da antibioticoterapia empírica são cruciais para o prognóstico. A avaliação da gravidade, frequentemente realizada com o escore CURB-65, direciona o local de tratamento (ambulatorial, enfermaria ou UTI) e a escolha do regime antimicrobiano. O caso clínico descreve um paciente idoso com múltiplos sinais de gravidade, incluindo agitação, confusão mental, taquicardia, taquipneia e hipotensão, indicando choque séptico e necessidade de internação em UTI. Nesses cenários, o Streptococcus pneumoniae é o patógeno bacteriano mais comumente envolvido. Outros agentes incluem Haemophilus influenzae e patógenos atípicos como Mycoplasma pneumoniae e Legionella pneumophila. O tratamento empírico para PAC grave em pacientes internados em UTI deve cobrir os principais patógenos típicos e atípicos. A combinação de um beta-lactâmico de amplo espectro (como ceftriaxona) com um macrolídeo (como claritromicina ou azitromicina) é a escolha mais adequada. Essa combinação oferece cobertura eficaz contra Streptococcus pneumoniae e Haemophilus influenzae, além de cobrir os patógenos atípicos, que são difíceis de identificar rapidamente.
Os critérios de gravidade para Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC) incluem o escore CURB-65 (Confusão, Ureia > 7 mmol/L, Frequência Respiratória > 30 irpm, Pressão Arterial < 90/60 mmHg, Idade > 65 anos), além de critérios de choque, necessidade de ventilação mecânica ou rápida progressão da doença.
Para PAC grave em idosos, o tratamento empírico recomendado geralmente inclui um beta-lactâmico (como ceftriaxona ou ampicilina/sulbactam) associado a um macrolídeo (como claritromicina ou azitromicina) para cobertura de patógenos típicos e atípicos, ou uma fluoroquinolona respiratória.
Os principais agentes etiológicos da Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC) são Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae, Mycoplasma pneumoniae, Chlamydophila pneumoniae e vírus respiratórios. Em casos graves, Legionella pneumophila também deve ser considerada.
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