HMTJ - Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (MG) — Prova 2015
Durante o plantão de um médico recém--formado em um pronto atendimento de Juiz de fora, chega um paciente de 50 anos, branco, desempregado, com queixa de tosse produtiva há 48 horas, dor torácica e febre não aferida. Veio à consulta sem acompanhante, e informa mal sobre comorbidades. Durante atendimento apresentou vômitos, que segundo o paciente tem sido recorrente o dia todo. Exame físico: PA 110 \ 80 mmhg, FC 90 bpm, FR 20 ipm, Glasgow 15, MV presente com crepitação grosseira em base direita. Sobre o caso clínico assinale a alternativa mais correta:
PAC com vômitos recorrentes ou condições socioeconômicas desfavoráveis → internação para ATB IV, mesmo com CRB-65 baixo.
A decisão de internação para pneumonia não se baseia apenas em escores de gravidade como o CRB-65. Fatores como a impossibilidade de manter a via oral devido a vômitos persistentes e condições socioeconômicas que dificultam o tratamento domiciliar são indicações importantes para hospitalização e antibioticoterapia venosa inicial.
A Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC) é uma infecção pulmonar aguda que representa um desafio diagnóstico e terapêutico frequente no pronto atendimento. A decisão de internar um paciente com PAC é multifatorial, visando reduzir a mortalidade e morbidade. Embora escores de gravidade como o CRB-65 (Confusão, Frequência Respiratória >30, Pressão Arterial <90/60, Idade >65) sejam ferramentas úteis para estratificar o risco, eles não substituem o julgamento clínico. Um escore CRB-65 de 0 ou 1 geralmente indica tratamento ambulatorial, mas outros fatores devem ser considerados. Fatores como a impossibilidade de manter a via oral devido a vômitos persistentes, que impedem a administração eficaz de antibióticos, e condições socioeconômicas desfavoráveis, que comprometem o suporte e monitoramento domiciliar, são indicações claras para internação. Nesses casos, a hospitalização permite a administração de antibióticos intravenosos e um acompanhamento mais rigoroso da evolução clínica, prevenindo complicações graves. A avaliação da estabilidade hemodinâmica, oxigenação e nível de consciência também são cruciais. O tratamento da PAC envolve antibioticoterapia empírica, que deve ser ajustada conforme a gravidade e os fatores de risco do paciente. A escolha entre via oral e venosa depende da capacidade de absorção, gravidade da doença e necessidade de internação. A alta hospitalar deve ser considerada quando o paciente estiver afebril por 24-48 horas, hemodinamicamente estável, com melhora clínica e capacidade de tolerar medicação oral, garantindo que o ambiente domiciliar seja adequado para a continuidade do tratamento.
Os critérios de internação para PAC incluem escores de gravidade como CRB-65 ou CURB-65, mas também fatores clínicos como instabilidade hemodinâmica, hipoxemia, vômitos persistentes que impedem a medicação oral, e condições sociais que dificultam o tratamento domiciliar.
Vômitos recorrentes são uma indicação importante para internação e antibioticoterapia venosa, pois impedem a absorção adequada dos antibióticos orais, comprometendo a eficácia do tratamento e aumentando o risco de complicações.
Condições socioeconômicas desfavoráveis, como falta de moradia adequada, suporte familiar ou acesso a medicamentos, podem justificar a internação para garantir a adesão ao tratamento e o monitoramento adequado do paciente, mesmo em casos de PAC de menor gravidade inicial.
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