TECM Teórica - Prova Teórica de Clínica Médica — Prova 2025
Um homem de 55 anos, previamente saudável, apresenta febre, tosse produtiva e dor torácica pleurítica há 3 dias. A radiografia de tórax mostra infiltrado no lobo inferior direito. Ele está hemodinamicamente estável e sem sinais de gravidade. Qual é o tratamento antibiótico empírico oral mais apropriado para este paciente ambulatorial?
PAC ambulatorial em hígido sem fatores de risco → Amoxicilina é a 1ª escolha.
O tratamento empírico da PAC ambulatorial deve cobrir o Streptococcus pneumoniae; em pacientes hígidos, a monoterapia com betalactâmico é preferencial.
A Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC) continua sendo uma causa importante de morbimortalidade. A decisão terapêutica inicial baseia-se na estratificação de risco (geralmente via escore CURB-65 ou CRB-65) e na identificação de comorbidades. Para o paciente hígido, estável e sem sinais de gravidade (CURB-65 baixo), o tratamento ambulatorial é seguro. A cobertura do pneumococo é a prioridade absoluta, e a amoxicilina em doses adequadas (geralmente 500mg a 1g a cada 8 horas) permanece como o padrão-ouro nas diretrizes brasileiras e internacionais para este perfil de paciente, garantindo eficácia clínica com menor impacto na microbiota global.
A amoxicilina é o tratamento de escolha para pacientes com Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC) hígidos e sem uso recente de antibióticos porque apresenta excelente atividade contra o Streptococcus pneumoniae, o principal agente etiológico. Além disso, possui perfil de segurança favorável, baixo custo e espectro direcionado, o que ajuda a minimizar a pressão seletiva para resistência bacteriana em comparação com macrolídeos ou quinolonas.
Os macrolídeos (como azitromicina ou claritromicina) podem ser utilizados como alternativa em pacientes com alergia confirmada a betalactâmicos ou em regiões onde a resistência do S. pneumoniae a macrolídeos é comprovadamente baixa (<25%). Também são associados aos betalactâmicos em casos de suspeita de germes atípicos (Mycoplasma pneumoniae, Chlamydia pneumoniae) ou em pacientes com critérios de maior gravidade/comorbidades.
Quinolonas respiratórias, como o levofloxacino e o moxifloxacino, devem ser reservadas para pacientes com comorbidades significativas (DPOC, diabetes, insuficiência cardíaca), uso recente de antibióticos de outras classes, ou naqueles que falharam ao tratamento inicial. Elas possuem amplo espectro, cobrindo gram-positivos, gram-negativos e atípicos, mas seu uso indiscriminado deve ser evitado para preservar a eficácia da classe.
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