Pneumonia Adquirida na Comunidade: Tratamento Ambulatorial

UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2023

Enunciado

Homem, 32 anos, sem comorbidades, com quadro de pneumonia adquirida na comunidade. Eupneico, SatO2: 97% em ar ambiente, pressão arterial: 110/70 mmHg, frequência cardíaca 98 bpm, temperatura de 38 graus. RX de tórax mostra consolidação em lobo médio. A melhor conduta é:

Alternativas

  1. A) Internação hospitalar, tomografia de tórax e iniciar amoxicilina + clavulanato.
  2. B) Tratamento ambulatorial com macrolídeo e sintomáticos.
  3. C) Internação hospitalar e macrolídeos endovenosos.
  4. D) Internação hospitalar e uso de macrolídeo + amocilinina + clavulanato.

Pérola Clínica

PAC em jovem sem comorbidades e baixo CURB-65 → tratamento ambulatorial com macrolídeo.

Resumo-Chave

Este paciente apresenta pneumonia adquirida na comunidade (PAC) com baixo risco de complicações, conforme avaliado por escores de gravidade como o CURB-65 (0 pontos: Confusão, Ureia, FR, PA, idade >65). Em pacientes jovens, sem comorbidades e com parâmetros vitais estáveis, o tratamento ambulatorial com monoterapia (macrolídeo ou doxiciclina) é a conduta de escolha.

Contexto Educacional

A pneumonia adquirida na comunidade (PAC) é uma infecção respiratória comum que pode variar de leve a grave. A decisão sobre o local de tratamento (ambulatorial ou hospitalar) e a escolha da antibioticoterapia empírica são cruciais e baseiam-se na avaliação da gravidade da doença e nos fatores de risco do paciente. Para avaliar a gravidade, são utilizados escores como o CURB-65 ou o PSI (Pneumonia Severity Index). No caso apresentado, o paciente é jovem (32 anos), sem comorbidades, eupneico, com saturação de oxigênio adequada, pressão arterial estável, frequência cardíaca controlada e febre baixa. Seu escore CURB-65 seria 0 (nenhum dos critérios presentes). Pacientes com baixo risco de complicações (CURB-65 0-1) podem ser tratados ambulatorialmente. A antibioticoterapia empírica recomendada para pacientes ambulatoriais sem comorbidades e sem uso recente de antibióticos inclui um macrolídeo (azitromicina, claritromicina) ou doxiciclina. A amoxicilina + clavulanato seria uma opção para pacientes com comorbidades ou uso recente de antibióticos, mas não para este caso de baixo risco. A internação hospitalar e o uso de antibióticos endovenosos são reservados para casos de maior gravidade.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para tratamento ambulatorial da pneumonia adquirida na comunidade (PAC)?

Pacientes com PAC podem ser tratados ambulatorialmente se apresentarem baixo risco de complicações, avaliado por escores como o CURB-65 (0-1 ponto) ou PSI (classes I-II), sem comorbidades significativas e com estabilidade hemodinâmica e respiratória.

Qual a antibioticoterapia empírica recomendada para PAC ambulatorial em pacientes sem comorbidades?

Para pacientes sem comorbidades e sem uso recente de antibióticos, a monoterapia com macrolídeo (azitromicina, claritromicina) ou doxiciclina é a escolha inicial. Em regiões com alta resistência a macrolídeos, fluoroquinolonas respiratórias podem ser consideradas.

O que é o escore CURB-65 e como ele auxilia na decisão de internação?

O CURB-65 é um escore de gravidade que avalia Confusão, Ureia > 7 mmol/L, Frequência Respiratória > 30 irpm, Pressão Arterial (PAS < 90 ou PAD < 60 mmHg) e Idade > 65 anos. Pontuações de 0-1 indicam tratamento ambulatorial, 2 pontos consideram internação, e ≥3 pontos indicam internação em UTI.

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