CESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2024
Paciente de 35 anos vem à consulta com febre e tosse. Relata quadro de rinorreia e odinofagia há 5 dias. Vinha com febre baixa, mas, desde o dia anterior, houve piora da febre e da tosse. Na ausculta pulmonar, há crepitantes finos em 1/3 médio direito. FC:90bpm, FR:22irpm, Tax:38,9ºC, PA:110x70mmHg. A conduta mais adequada para o caso é:
Piora de sintomas respiratórios + febre + crepitantes → suspeita PAC, iniciar ATB empírico e RX tórax.
A piora dos sintomas respiratórios, febre alta e achados de crepitantes finos na ausculta pulmonar em um paciente jovem e sem comorbidades sugerem pneumonia adquirida na comunidade (PAC). A conduta inicial adequada é iniciar antibioticoterapia empírica (como amoxicilina+clavulanato) e solicitar um RX de tórax para confirmação diagnóstica e avaliação da extensão.
A pneumonia adquirida na comunidade (PAC) é uma infecção aguda do parênquima pulmonar que ocorre fora do ambiente hospitalar. É uma causa comum de morbidade e mortalidade em todo o mundo, sendo um desafio diagnóstico e terapêutico. A importância clínica reside na necessidade de um diagnóstico rápido e tratamento adequado para prevenir complicações graves e reduzir a mortalidade, especialmente em grupos de risco. A fisiopatologia da PAC envolve a inalação ou aspiração de microrganismos patogênicos que superam as defesas do hospedeiro, levando à inflamação e consolidação pulmonar. O diagnóstico é baseado na combinação de achados clínicos (febre, tosse, dispneia, dor torácica) e radiológicos (infiltrados pulmonares no RX de tórax). Deve-se suspeitar de PAC em pacientes com sintomas respiratórios agudos e achados anormais na ausculta pulmonar, como crepitantes. O tratamento da PAC é primariamente com antibioticoterapia empírica, escolhida com base na gravidade da doença, fatores de risco do paciente e padrões de resistência locais. Para pacientes ambulatoriais sem comorbidades, amoxicilina ou macrolídeos são opções. A internação é indicada para pacientes com critérios de gravidade (CURB-65 ou PORT). O prognóstico geralmente é bom com tratamento adequado, mas complicações como derrame pleural, empiema ou sepse podem ocorrer.
Sinais clínicos que sugerem pneumonia incluem febre, tosse (com ou sem expectoração), dispneia, dor torácica pleurítica e, na ausculta pulmonar, a presença de crepitantes, sibilos ou diminuição do murmúrio vesicular. A piora de um quadro gripal inicial é um alerta.
Para pacientes ambulatoriais com pneumonia adquirida na comunidade, sem comorbidades e sem uso recente de antibióticos, a amoxicilina (ou amoxicilina+clavulanato, se houver preocupação com resistência) é o antibiótico de primeira linha. Macrolídeos ou doxiciclina são alternativas.
O RX de tórax é fundamental para confirmar o diagnóstico de pneumonia, avaliar a extensão do acometimento pulmonar, identificar possíveis complicações (como derrame pleural) e auxiliar no diagnóstico diferencial com outras condições respiratórias. Ele complementa a avaliação clínica.
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