UFPI/HU-UFPI - Hospital Universitário do Piauí - Teresina (PI) — Prova 2020
Homem, 62 anos, hipertensão leve, controlada com hidroclorotiazida 25 mg/dia, há 5 dias evoluindo com tosse, expectoração, febre e leve dispneia. Com a hipótese de Pneumonia comunitária, é CORRETO afirmar:
Proteína C reativa e procalcitonina são biomarcadores úteis no diagnóstico, prognóstico e manejo da PAC.
A PCR e a procalcitonina são biomarcadores importantes na pneumonia comunitária. A procalcitonina, em particular, pode auxiliar na decisão de iniciar ou descontinuar antibióticos, reduzindo o uso desnecessário e a resistência.
A pneumonia adquirida na comunidade (PAC) é uma infecção aguda do parênquima pulmonar que ocorre fora do ambiente hospitalar. É uma condição comum e potencialmente grave, especialmente em idosos e pacientes com comorbidades. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado em anamnese (tosse, febre, dispneia, expectoração) e exame físico, complementado por radiografia de tórax, que é essencial para confirmar o infiltrado pulmonar. A etiologia da PAC é variada, sendo o Streptococcus pneumoniae o agente bacteriano mais prevalente. Outros patógenos incluem Mycoplasma pneumoniae, Chlamydophila pneumoniae, Haemophilus influenzae e diversos vírus respiratórios. A investigação etiológica rotineira não é recomendada para todos os pacientes, sendo reservada para casos graves ou com falha terapêutica. Biomarcadores como a Proteína C Reativa (PCR) e a procalcitonina têm ganhado destaque no manejo da PAC. A PCR reflete a resposta inflamatória sistêmica, enquanto a procalcitonina é mais específica para infecções bacterianas, auxiliando na diferenciação de etiologias virais e na orientação do uso de antibióticos, contribuindo para a redução da resistência antimicrobiana. A decisão de internação e o esquema antibiótico são guiados por escores de gravidade como o CURB-65 ou PSI/PORT.
O Streptococcus pneumoniae é o agente bacteriano mais comum. Outros incluem Mycoplasma pneumoniae, Chlamydophila pneumoniae, Haemophilus influenzae e vírus respiratórios.
A procalcitonina pode ajudar a diferenciar infecções bacterianas de virais, guiar a decisão de iniciar antibióticos e monitorar a resposta ao tratamento, auxiliando na desescalada ou interrupção.
A investigação etiológica não é obrigatória para todos os pacientes com PAC. É geralmente indicada em casos graves, falha terapêutica, ou quando há fatores de risco para patógenos específicos.
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