UFCG/HUAC - Hospital Universitário Alcides Carneiro - Campina Grande (PB) — Prova 2017
Com relação as Pneumonias Adquiridas na Comunidade (PAC) assinale a alternativa INCORRETA:
PAC: Chlamydia trachomatis afeta <3 meses; Mycoplasma pneumoniae >5 anos.
A Chlamydia trachomatis causa pneumonia em lactentes jovens (<3 meses), enquanto o Mycoplasma pneumoniae é um agente comum em crianças maiores (>5 anos) e adolescentes, não acometendo frequentemente crianças a partir dos cinco anos para Chlamydia.
A Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC) em crianças é uma causa significativa de morbidade e mortalidade, exigindo um conhecimento aprofundado de sua etiologia e manejo. A identificação dos agentes etiológicos varia consideravelmente com a idade do paciente, o que é crucial para a escolha empírica do tratamento antibiótico. A alternativa incorreta destaca um erro comum na associação de agentes etiológicos com faixas etárias. A Chlamydia trachomatis é uma causa bem conhecida de pneumonia afebril em lactentes jovens, tipicamente com menos de 3 meses de idade, frequentemente associada a conjuntivite. Em contraste, o Mycoplasma pneumoniae é um patógeno respiratório comum em crianças em idade escolar e adolescentes (geralmente a partir dos 5 anos), causando a chamada 'pneumonia atípica'. O manejo da PAC pediátrica envolve a avaliação da gravidade, com a taquipneia sendo um dos sinais mais importantes. Lactentes jovens com pneumonia são frequentemente considerados graves e requerem internação hospitalar. As diretrizes atuais enfatizam a importância do diagnóstico clínico e, em casos sem sinais de gravidade e com tratamento ambulatorial, exames como raio-x de tórax e hemograma podem ser dispensados.
Em crianças, os principais agentes etiológicos da PAC variam com a idade, incluindo vírus (VSR, influenza) e bactérias como Streptococcus pneumoniae (o mais comum), Haemophilus influenzae, Mycoplasma pneumoniae e Chlamydia trachomatis.
Deve-se suspeitar de pneumonia por Chlamydia trachomatis em lactentes jovens (geralmente <3 meses) que apresentam tosse persistente, taquipneia, afebrilidade ou febre baixa, e frequentemente história de conjuntivite neonatal.
A taquipneia é o sinal mais sensível e importante de pneumonia em crianças, indicando aumento do esforço respiratório e sendo um critério chave para o diagnóstico e avaliação da gravidade, especialmente em lactentes.
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