UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2015
Paciente idoso, diabético e hipertenso, portador de insuficiência renal crônica dialítica em regime de hemodiálise três vezes por semana, inicia quadro de tosse, febre e dispneia. O médico assistente diagnostica pneumonia. Qual a melhor classificação e conduta?
Paciente dialítico com pneumonia sem internação recente → PAC, considerar tratamento ambulatorial se critérios de baixo risco.
Pacientes em hemodiálise que não foram hospitalizados nos últimos 90 dias e não possuem outros critérios de risco para patógenos multirresistentes são classificados como tendo pneumonia adquirida na comunidade (PAC). A conduta inicial pode ser ambulatorial com antibiótico oral se o paciente apresentar baixo risco de complicações.
A pneumonia é uma infecção respiratória comum e grave, especialmente em idosos e pacientes com comorbidades como diabetes e insuficiência renal crônica (IRC). A correta classificação da pneumonia é crucial para guiar a escolha do tratamento e o local de cuidado, impactando diretamente o prognóstico do paciente. Pacientes em hemodiálise, embora tenham contato frequente com serviços de saúde, não são automaticamente classificados com Pneumonia Associada a Serviços de Saúde (PASA) ou Pneumonia Hospitalar (PAH). A classificação como Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC) é mantida se não houver internação recente (nos últimos 90 dias) ou outros critérios de risco para patógenos multirresistentes. A avaliação do risco de mortalidade (ex: CURB-65) é fundamental para decidir entre tratamento ambulatorial ou internação. A conduta para PAC de baixo risco, mesmo em pacientes com comorbidades, pode ser ambulatorial com antibióticos orais, desde que haja boa adesão e possibilidade de reavaliação diária. A escolha do antibiótico deve cobrir os patógenos mais comuns da PAC, como Streptococcus pneumoniae e Haemophilus influenzae, e ser ajustada à função renal, se necessário.
A pneumonia em um paciente dialítico é classificada como Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC) se ele não foi hospitalizado nos últimos 90 dias e não possui outros fatores de risco para patógenos multirresistentes associados a serviços de saúde.
O tratamento ambulatorial para pneumonia em idosos com comorbidades é indicado se o paciente apresentar baixo risco de complicações, avaliado por escores como CURB-65 ou PSI, e tiver boa condição clínica e suporte domiciliar adequado.
Os principais patógenos da PAC em pacientes com comorbidades incluem Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae, Mycoplasma pneumoniae, Chlamydophila pneumoniae e vírus respiratórios.
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