Pneumonia em Paciente Dialítico: Classificação e Conduta

UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2015

Enunciado

Paciente idoso, diabético e hipertenso, portador de insuficiência renal crônica dialítica em regime de hemodiálise três vezes por semana, inicia quadro de tosse, febre e dispneia. O médico assistente diagnostica pneumonia. Qual a melhor classificação e conduta?

Alternativas

  1. A) Pneumonia adquirida na comunidade – antibiótico oral e reavaliação diária.
  2. B) Pneumonia hospitalar – antibiótico endovenoso de amplo espectro e internação em UTI.
  3. C) Pneumonia adquirida na comunidade – antibiótico endovenoso e internação em enfermaria.
  4. D) Pneumonia associada a serviço de saúde – antibiótico endovenoso de espectro mais amplo e internação hospitalar.
  5. E) Pneumonia associada a serviço de saúde – antibiótico oral e tratamento domiciliar.

Pérola Clínica

Paciente dialítico com pneumonia sem internação recente → PAC, considerar tratamento ambulatorial se critérios de baixo risco.

Resumo-Chave

Pacientes em hemodiálise que não foram hospitalizados nos últimos 90 dias e não possuem outros critérios de risco para patógenos multirresistentes são classificados como tendo pneumonia adquirida na comunidade (PAC). A conduta inicial pode ser ambulatorial com antibiótico oral se o paciente apresentar baixo risco de complicações.

Contexto Educacional

A pneumonia é uma infecção respiratória comum e grave, especialmente em idosos e pacientes com comorbidades como diabetes e insuficiência renal crônica (IRC). A correta classificação da pneumonia é crucial para guiar a escolha do tratamento e o local de cuidado, impactando diretamente o prognóstico do paciente. Pacientes em hemodiálise, embora tenham contato frequente com serviços de saúde, não são automaticamente classificados com Pneumonia Associada a Serviços de Saúde (PASA) ou Pneumonia Hospitalar (PAH). A classificação como Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC) é mantida se não houver internação recente (nos últimos 90 dias) ou outros critérios de risco para patógenos multirresistentes. A avaliação do risco de mortalidade (ex: CURB-65) é fundamental para decidir entre tratamento ambulatorial ou internação. A conduta para PAC de baixo risco, mesmo em pacientes com comorbidades, pode ser ambulatorial com antibióticos orais, desde que haja boa adesão e possibilidade de reavaliação diária. A escolha do antibiótico deve cobrir os patógenos mais comuns da PAC, como Streptococcus pneumoniae e Haemophilus influenzae, e ser ajustada à função renal, se necessário.

Perguntas Frequentes

Como classificar a pneumonia em um paciente dialítico?

A pneumonia em um paciente dialítico é classificada como Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC) se ele não foi hospitalizado nos últimos 90 dias e não possui outros fatores de risco para patógenos multirresistentes associados a serviços de saúde.

Quais fatores indicam tratamento ambulatorial para pneumonia em idosos com comorbidades?

O tratamento ambulatorial para pneumonia em idosos com comorbidades é indicado se o paciente apresentar baixo risco de complicações, avaliado por escores como CURB-65 ou PSI, e tiver boa condição clínica e suporte domiciliar adequado.

Quais são os principais patógenos da PAC em pacientes com comorbidades?

Os principais patógenos da PAC em pacientes com comorbidades incluem Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae, Mycoplasma pneumoniae, Chlamydophila pneumoniae e vírus respiratórios.

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