PAC: Avaliação de Risco e Tratamento Ambulatorial

Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2025

Enunciado

Paciente sexo feminino, 38 anos, procurou o pronto atendimento devido à febre alta (39°C) há 4 dias, acompanhada de tosse produtiva com expectoração amarelada, cansaço progressivo e dor torácica em região lateral direita, que piora ao respirar profundamente. Relata também falta de ar nos últimos dois dias, especialmente ao realizar atividades leves, como subir escadas. Nega episódios semelhantes no passado. Pacientes é previamente hígida. Ao exame febril (38,5 °C), frequência cardíaca de 110 bpm, frequência respiratória de 19 irpm, pressão arterial 125/80 mmHg, saturação de O2 de 93% em ar ambiente. Ausculta pulmonar: Presença de crepitações na base do hemitórax direito e diminuição do murmúrio vesicular na mesma região. Exames: Hb:11,8 GL: 17900 neutrófilo de 13480 e Plaquetas 112000. Ureia: 38. Cr:0,98. PCR:2,8 procalcitonina negativa, Radiografia de tórax: Opacidade em base do pulmão direito, sugestiva de consolidação lobar. Sobre o diagnóstico e tratamento, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas

  1. A) A paciente possui indicação de tratamento hospitalar sendo necessário início de Ceftriaxone e Vancomicima
  2. B) A paciente tem diagnóstico de pneumonia adquirida na comunidade devendo iniciar terapia oral, sendo uma opção Levofloxacin. O tratamento deve ser ambulatorial por cinco dias.
  3. C) A paciente tem provável diagnóstico de pneumonia viral, devendo ser internada e avaliado inicio de Oseltamivir.
  4. D) A paciente deve ser admitida, coletadas hemoculturas e iniciado Amoxicilina com Clavulanato e Azitromicina venosa.

Pérola Clínica

PAC com CURB-65 = 0-1 → tratamento ambulatorial, considerar fluoroquinolona respiratória (ex: Levofloxacino) por 5 dias.

Resumo-Chave

A paciente apresenta quadro clínico e radiológico compatível com pneumonia adquirida na comunidade. A avaliação pelo escore CURB-65 (0 pontos) indica baixo risco de mortalidade, permitindo tratamento ambulatorial. O Levofloxacino é uma fluoroquinolona respiratória eficaz para PAC, e a duração de 5 dias é adequada para casos não graves.

Contexto Educacional

A Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC) é uma infecção aguda do parênquima pulmonar que se desenvolve fora do ambiente hospitalar. É uma das principais causas de morbidade e mortalidade infecciosa, sendo crucial para residentes o domínio de seu diagnóstico e manejo. A estratificação de risco, como o escore CURB-65, é fundamental para determinar o local de tratamento e a intensidade da terapia. A fisiopatologia da PAC envolve a inalação ou aspiração de microrganismos que colonizam a orofaringe, levando à inflamação pulmonar. O diagnóstico é baseado na clínica (febre, tosse, dispneia, dor torácica) e na radiografia de tórax (consolidação, infiltrado). A procalcitonina pode auxiliar na diferenciação entre etiologia bacteriana e viral, embora sua negatividade não exclua totalmente a infecção bacteriana. O tratamento da PAC depende da estratificação de risco. Para pacientes de baixo risco (CURB-65 0-1), o tratamento ambulatorial é seguro e eficaz. Antibióticos como amoxicilina, macrolídeos ou fluoroquinolonas respiratórias (como o levofloxacino) são opções, com duração de 5 a 7 dias. A escolha deve considerar fatores de risco para resistência e comorbidades do paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para tratamento ambulatorial da pneumonia adquirida na comunidade?

O tratamento ambulatorial da PAC é indicado para pacientes com baixo risco de mortalidade, geralmente aqueles com escore CURB-65 de 0 ou 1, sem comorbidades descompensadas ou hipoxemia grave.

Qual a importância do escore CURB-65 na PAC?

O escore CURB-65 é uma ferramenta de estratificação de risco que avalia confusão, ureia, frequência respiratória, pressão arterial e idade, auxiliando na decisão sobre o local de tratamento (ambulatorial, enfermaria ou UTI) e no prognóstico da PAC.

Quais antibióticos são indicados para PAC ambulatorial?

Para PAC ambulatorial em pacientes sem comorbidades, amoxicilina ou macrolídeos são opções. Para pacientes com comorbidades ou uso recente de antibióticos, ou em casos selecionados, uma fluoroquinolona respiratória como o levofloxacino ou moxifloxacino é uma boa escolha.

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