HCV - Hospital da Cruz Vermelha Brasileira (PR) — Prova 2015
São critérios de transferência para Unidade de Terapia Intensiva, segundo as Diretrizes Brasileiras em Pneumonia Adquirida na Comunidade – 2007, todas as afirmações abaixo, exceto:
Critérios UTI PAC: Hipotensão, falência respiratória, SpO2 < 92% (FiO2 > 60%), apneia. Taquicardia/taquipneia isoladas NÃO.
Taquicardia e taquipneia são sinais comuns de pneumonia e podem indicar gravidade, mas isoladamente não são critérios *obrigatórios* para transferência à UTI, ao contrário de falência respiratória grave, hipotensão ou hipoxemia refratária.
A Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC) é uma infecção pulmonar aguda que representa um desafio diagnóstico e terapêutico, com morbidade e mortalidade significativas. A decisão de internar um paciente em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é crucial e baseia-se em critérios de gravidade que visam identificar aqueles com maior risco de desfechos adversos. As Diretrizes Brasileiras em Pneumonia Adquirida na Comunidade de 2007, assim como outras diretrizes internacionais, fornecem orientações claras para essa avaliação. Os critérios de internação em UTI para PAC são divididos em maiores e menores. Os critérios maiores incluem a necessidade de ventilação mecânica invasiva e a presença de choque séptico com necessidade de vasopressores. Já os critérios menores englobam sinais de disfunção orgânica ou instabilidade hemodinâmica e respiratória, como frequência respiratória elevada, hipoxemia grave (SpO2 < 92% com FiO2 > 60%), hipotensão arterial que requer fluidos, confusão mental, uremia, leucopenia, trombocitopenia e hipotermia. A presença de um critério maior ou de três ou mais critérios menores geralmente indica a necessidade de internação em UTI. É importante ressaltar que taquicardia e taquipneia, embora sejam sinais de alerta e indiquem um quadro mais grave, não são, por si só, critérios *isolados* para UTI. Elas são respostas fisiológicas à infecção e ao esforço respiratório, mas a decisão de transferência para UTI deve ser baseada em evidências de falência orgânica progressiva ou instabilidade hemodinâmica/respiratória que não pode ser manejada em enfermaria. A avaliação contínua do paciente é fundamental para identificar a deterioração clínica e garantir o manejo adequado.
Os critérios maiores para internação em UTI na PAC incluem necessidade de ventilação mecânica invasiva e choque séptico com necessidade de vasopressores.
Critérios menores incluem frequência respiratória ≥ 30 irpm, PaO2/FiO2 ≤ 250, infiltrados multilobares, confusão/desorientação, uremia (BUN ≥ 20 mg/dL), leucopenia (< 4.000 células/mm³), trombocitopenia (< 100.000 células/mm³), hipotermia (< 36°C) e hipotensão com necessidade de reposição volêmica agressiva. Três ou mais critérios menores indicam UTI.
Taquicardia e taquipneia são respostas fisiológicas comuns à infecção e à hipoxemia na pneumonia. Embora indiquem gravidade, são inespecíficas e podem estar presentes em casos de PAC que não necessitam de UTI, sendo necessário avaliar o contexto clínico completo e outros critérios de falência orgânica.
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