Pneumonia Adquirida na Comunidade: Abordagem e Tratamento

Santa Casa de Goiânia (GO) — Prova 2022

Enunciado

Paciente do sexo masculino, de 32 anos, com tosse com escarro amarelado há três dias, febre alta, calafrios, dor torácica, ventilatório dependente. Nega patologias prévias ou uso de medicações contínuas. Tabagista 20 anos/maço e usuário de Vape. Alega dispneia aos grandes esforços. Ao exame, apresentou bom estado geral, frequência respiratória 25 irm, frequência cardíaca 90 bpm, PA: 120x80 mmHg, saturação de oxigênio 98% em ar ambiente. Na ausculta pulmonar, observou-se estertores crepitantes em terço médio e superior de hemitórax direito. Traz raio X de tórax, mostrado a seguir.Qual a abordagem inicial para esse paciente?

Alternativas

  1. A) Internar e iniciar antibioticoterapia venosa.
  2. B) Iniciar antibioticoterapia via oral ambulatorial.
  3. C) Solicitar tomografia de tórax.
  4. D) Solicitar hemograma.

Pérola Clínica

PAC em paciente jovem sem comorbidades graves, bom estado geral → Antibioticoterapia oral ambulatorial.

Resumo-Chave

O paciente apresenta quadro clínico e radiológico compatível com pneumonia adquirida na comunidade (PAC). A avaliação da gravidade é crucial para definir a conduta. Neste caso, um paciente jovem, sem comorbidades prévias, com bom estado geral e saturação de oxigênio normal, indica um quadro de PAC de baixo risco, permitindo o tratamento ambulatorial com antibioticoterapia oral. Fatores como tabagismo e uso de vape são relevantes para a saúde pulmonar, mas não alteram a conduta inicial se a gravidade for baixa.

Contexto Educacional

A Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC) é uma infecção aguda do parênquima pulmonar que se manifesta em indivíduos que não foram hospitalizados recentemente. É uma das principais causas de morbidade e mortalidade em todo o mundo, sendo crucial para residentes o domínio de seu diagnóstico e manejo. Fatores de risco como tabagismo e uso de vape podem predispor a infecções respiratórias. A fisiopatologia envolve a inalação ou aspiração de microrganismos que colonizam a orofaringe, superando os mecanismos de defesa pulmonar. O diagnóstico é baseado na apresentação clínica (febre, tosse com expectoração, dispneia, dor torácica) e na presença de infiltrado pulmonar na radiografia de tórax. A ausculta pulmonar pode revelar estertores crepitantes. A estratificação de risco, utilizando escores como CURB-65 ou PORT, é fundamental para decidir o local de tratamento (ambulatorial ou hospitalar). O tratamento da PAC consiste em antibioticoterapia empírica, que deve ser iniciada o mais rápido possível. Para pacientes de baixo risco, o tratamento ambulatorial com antibióticos orais (ex: amoxicilina, macrolídeos ou doxiciclina) é a conduta padrão. A internação é reservada para casos de maior gravidade ou falha terapêutica. A monitorização da resposta clínica e a identificação de possíveis complicações são essenciais durante o acompanhamento.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para o diagnóstico de pneumonia adquirida na comunidade (PAC)?

O diagnóstico de PAC é clínico-radiológico. Clinicamente, o paciente apresenta tosse, febre, dispneia, dor torácica e, ao exame físico, pode ter estertores crepitantes. Radiologicamente, a presença de infiltrado pulmonar novo na radiografia de tórax confirma o diagnóstico.

Como avaliar a gravidade da PAC para decidir a conduta?

A gravidade da PAC é avaliada por escores como o CURB-65 (Confusão, Ureia > 7 mmol/L, Frequência Respiratória ≥ 30 irpm, Pressão Arterial Sistólica < 90 mmHg ou Diastólica ≤ 60 mmHg, Idade ≥ 65 anos) ou o escore de PORT (PSI). Pacientes com baixo risco podem ser tratados ambulatorialmente.

Qual a abordagem inicial para um paciente com PAC de baixo risco?

Para pacientes com PAC de baixo risco, a abordagem inicial é o tratamento ambulatorial com antibioticoterapia oral. A escolha do antibiótico depende de fatores locais de resistência e comorbidades do paciente, mas geralmente inclui macrolídeos ou betalactâmicos.

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