SMS Piracicaba - Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba (SP) — Prova 2022
Paciente de 19 anos apresenta quadro de febre, tosse e dor torácica há 3 dias. O rX de tórax encontra-se a seguir. A ausculta pulmonar mostra estertores crepitantes na base direita e saturação de 92% em ar ambiente. Considerando que o paciente não é alérgico a nenhuma medicação, neste momento, recomenda-se:
PAC < 65 anos, sem comorbidades, CURB-65 = 0-1, SatO2 > 90% → tratamento ambulatorial com macrolídeo.
O paciente de 19 anos apresenta pneumonia adquirida na comunidade (PAC) de baixo risco, sem critérios de internação pela escala CURB-65 e SatO2 aceitável para manejo ambulatorial. A claritromicina é uma boa opção para cobertura de patógenos atípicos e típicos em pacientes jovens.
A Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC) é uma infecção aguda do parênquima pulmonar que ocorre fora do ambiente hospitalar. É uma causa comum de morbidade e mortalidade, mas a maioria dos casos em pacientes jovens e sem comorbidades pode ser tratada ambulatorialmente. A avaliação da gravidade é crucial para determinar o local de tratamento e a escolha do antibiótico. Para a avaliação da gravidade, são utilizados escores como o CURB-65 (Confusão, Ureia, Frequência Respiratória, Pressão Arterial, Idade ≥ 65 anos) ou o PORT/PSI. No caso apresentado, um paciente de 19 anos, sem comorbidades, com SatO2 de 92% e sem outros sinais de gravidade (como confusão, hipotensão ou taquipneia acentuada), apresenta um baixo risco de mortalidade (CURB-65 = 0). A SatO2 de 92% é um ponto de corte importante, mas em pacientes jovens e sem comorbidades, pode ser aceitável para manejo ambulatorial se não houver outros sinais de descompensação. O tratamento antibiótico empírico para PAC em pacientes ambulatoriais sem comorbidades e sem uso recente de antibióticos deve cobrir os patógenos mais comuns, incluindo Streptococcus pneumoniae e patógenos atípicos como Mycoplasma pneumoniae e Chlamydophila pneumoniae. Macrolídeos (como claritromicina ou azitromicina) são a escolha de primeira linha para essa população, devido à sua eficácia contra patógenos atípicos e boa tolerabilidade. A ciprofloxacina e a ampicilina não são as escolhas ideais para PAC ambulatorial de baixo risco, e a internação em enfermaria ou UTI não se justifica neste cenário.
Critérios de internação incluem escore CURB-65 ≥ 2, hipoxemia grave (SatO2 < 90% em ar ambiente), instabilidade hemodinâmica, comorbidades descompensadas, falha no tratamento ambulatorial e incapacidade de ingestão oral.
Em pacientes jovens e sem comorbidades, a cobertura inicial deve incluir patógenos atípicos (Mycoplasma pneumoniae, Chlamydophila pneumoniae) e Streptococcus pneumoniae, sendo os macrolídeos (claritromicina, azitromicina) as opções de primeira linha.
O CURB-65 avalia Confusão, Ureia > 7 mmol/L, Frequência Respiratória ≥ 30 irpm, Pressão Arterial (sistólica < 90 mmHg ou diastólica ≤ 60 mmHg) e Idade ≥ 65 anos. Um escore de 0-1 indica baixo risco e tratamento ambulatorial, enquanto escores mais altos sugerem internação ou UTI.
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