HSM - Hospital Santa Marta (DF) — Prova 2020
Um motorista de 63 anos de idade desenvolveu um quadro de dor torácica ventilatório-dependente em hemitórax direito com tosse produtiva associada a febre, a tremores, a calafrios e a mal-estar. Nega náuseas e vômitos. É tabagista de dois maços de cigarro por dia nos últimos 50 anos, hipertenso leve não controlado e obeso mórbido. Os sinais vitais são os seguintes: pressão arterial = 90 mmHg x 60 mmHg, frequência cardíaca = 112 bpm, frequência respiratória = 28 irpm, Tax = 38 ºC, saturação de O2 em ar ambiente = 89%. Encontra-se lúcido e orientado. A ausculta pulmonar revela murmúrios vesiculares diminuídos no hemitórax direito, associado a submacicez à percussão ipsilateral. Aos exames laboratoriais, observaram-se HB = 14 (VR = 12-16), HT = 46 (VR = 36 - 45), leucócitos = 17.000 / mm³ (VR = 4.000 - 12.000), neutrófilos = 70% (VR = 20-60), bastonetes = 15% (VR = 0- 3%), plaquetas = 230.000 (VR = 140 a 450.000). A radiografia de tórax evidenciou consolidação em lobo médio direito com sinais de broncograma aéreo. Com base nesse quadro clínico nos conhecimentos médicos relacionados à pneumonia adquirida na comunidade (PAC), assinale a alternativa correta.
Procalcitonina e PCR → Biomarcadores úteis na avaliação da resposta e prognóstico da PAC, auxiliando na desescalada de ATB.
A procalcitonina e a proteína C reativa são biomarcadores inflamatórios que podem auxiliar na avaliação da resposta ao tratamento antibiótico na PAC e na predição de mortalidade. A queda de seus níveis indica melhora clínica, enquanto a persistência elevada pode sugerir falha terapêutica ou complicação, guiando a conduta médica.
A Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC) é uma infecção aguda do parênquima pulmonar que ocorre fora do ambiente hospitalar ou até 48 horas após a internação. É uma das principais causas de morbidade e mortalidade em todo o mundo, especialmente em idosos e pacientes com comorbidades. O diagnóstico é clínico-radiológico, com sintomas como tosse, febre, dispneia e dor torácica, associados a infiltrado pulmonar na radiografia de tórax. A fisiopatologia da PAC envolve a inalação ou aspiração de microrganismos patogênicos que superam as defesas do hospedeiro, levando à inflamação e consolidação pulmonar. Os principais agentes etiológicos são Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae e patógenos atípicos. O quadro clínico do paciente, com hipotensão, taquicardia, taquipneia, hipoxemia e leucocitose com desvio à esquerda, indica um caso de PAC grave. O tratamento da PAC é baseado em antibióticos empíricos, guiado pela gravidade e fatores de risco. Biomarcadores como a procalcitonina e a proteína C reativa (PCR) são úteis na avaliação da resposta ao tratamento e no prognóstico. A queda dos níveis desses marcadores indica melhora clínica e pode orientar a desescalada ou interrupção do antibiótico, enquanto níveis persistentemente elevados podem indicar falha terapêutica ou complicações, sendo a procalcitonina um bom preditor de mortalidade.
Os principais agentes são Streptococcus pneumoniae, Mycoplasma pneumoniae, Chlamydophila pneumoniae, Haemophilus influenzae e vírus respiratórios. Staphylococcus aureus e bacilos Gram-negativos são menos comuns, mas importantes em casos graves ou com fatores de risco.
O CURB-65 avalia confusão, ureia > 7 mmol/L, frequência respiratória > 30 irpm, pressão arterial (sistólica < 90 ou diastólica < 60 mmHg) e idade > 65 anos. Ele estratifica o risco de mortalidade e auxilia na decisão sobre o local de tratamento (ambulatorial, enfermaria ou UTI).
A procalcitonina é um biomarcador que aumenta em infecções bacterianas. Na PAC, seus níveis podem auxiliar na decisão de iniciar ou descontinuar antibióticos, e na avaliação da resposta ao tratamento, sendo um preditor de mortalidade.
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