PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2026
Homem de 54 anos, previamente saudável, procura o pronto socorro com história de tosse produtiva há 3 dias, fede até 38,3 C, dispneia progressiva limitante e dor torácica pleurítica. Exame físico: PA: 118/74 mmHg; FC: 104 bpm; FR: 32 irpm; Temp: 38,1 C; Saturação de O2: 83% em ar ambiente; Ausculta: crepitações difusas em base direita, murmúrio vesicular diminuído. Exames laboratoriais: Leucocitos: 14.600/mm2 (com 12% bastões); Creatinina: 0,9 mg/dL; Ureia: 36 mg/dL; Glicemia: 102 mg/dL; Gasometria arterial: PaO2 = 51 mmHg (FiO2 21%); Radiografia de tórax: consolidação em base direita. Qual a conduta inicial mais adequada neste caso?
PAC grave com hipoxemia → Internação, ATB combinado (beta-lactâmico + macrolídeo), O2 alto fluxo, considerar corticoide.
Pacientes com Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC) e critérios de gravidade, como hipoxemia acentuada (SpO2 < 90% ou PaO2 < 60 mmHg), taquipneia e leucocitose com desvio, necessitam de internação hospitalar e oxigenoterapia de alto fluxo. O tratamento empírico deve incluir um beta-lactâmico (ex: Ceftriaxona) associado a um macrolídeo (ex: Claritromicina) ou fluoroquinolona respiratória. A adição de corticosteroides pode ser considerada em casos graves, embora não seja rotina para todos.
A Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC) é uma infecção pulmonar comum que pode variar de leve a grave. A avaliação da gravidade é crucial para determinar o local de tratamento e a terapia adequada. Ferramentas como o escore CURB-65 ou os critérios da IDSA/ATS são essenciais para essa estratificação de risco. Pacientes com hipoxemia significativa, taquipneia e sinais de resposta inflamatória sistêmica devem ser internados e receber oxigenoterapia e antibioticoterapia de amplo espectro. A escolha da antibioticoterapia empírica para PAC grave geralmente envolve a combinação de um beta-lactâmico com um macrolídeo, visando cobrir patógenos típicos e atípicos. A oxigenoterapia deve ser ajustada à necessidade do paciente, com alto fluxo sendo indicado para hipoxemia refratária. A discussão sobre o uso de corticosteroides na PAC grave é complexa, com algumas diretrizes recomendando-os apenas em casos de choque séptico, enquanto outras consideram seu uso em pacientes com inflamação sistêmica acentuada ou SDRA, visando modular a resposta inflamatória. Este caso ilustra a importância de uma avaliação rápida e precisa da gravidade da PAC. A hipoxemia acentuada (SpO2 83%, PaO2 51 mmHg) é um sinal de alarme que exige intervenção imediata com oxigênio de alto fluxo e internação. A combinação de Ceftriaxona e Claritromicina é uma escolha robusta para cobrir os principais patógenos. A inclusão de hidrocortisona sistêmica, embora não universalmente recomendada, reflete uma abordagem mais agressiva para pacientes com doença grave, especialmente em cenários de residência onde protocolos institucionais podem variar ou onde a gravidade do quadro justifica uma tentativa de modulação inflamatória.
Os critérios de gravidade para PAC incluem taquipneia (FR ≥ 30 irpm), hipoxemia (PaO2/FiO2 ≤ 250), infiltrados multilobares, confusão, uremia (ureia ≥ 7 mmol/L), leucopenia, trombocitopenia, hipotermia e hipotensão. A presença de 3 ou mais critérios menores ou 1 critério maior (choque séptico, ventilação mecânica) indica PAC grave.
Para PAC grave, a antibioticoterapia empírica recomendada é a combinação de um beta-lactâmico (como Ceftriaxona ou Cefotaxima) com um macrolídeo (como Azitromicina ou Claritromicina) ou uma fluoroquinolona respiratória (como Levofloxacino ou Moxifloxacino).
O uso rotineiro de corticosteroides na PAC não é recomendado. No entanto, pode ser considerado em pacientes com PAC grave e choque séptico refratário, ou em casos selecionados com inflamação sistêmica acentuada e risco de SDRA, embora a evidência seja menos robusta para uso generalizado.
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