Santa Casa de Goiânia (GO) — Prova 2020
Paciente do sexo masuno, de 35 anos, refere há sete dias tosse com escarro amarelado, febre de 39 ºC dor torácica em hemitórax direito ventilatório-dependente, mal-estar, hiporexia. Ao exame, apresenta-se em regular estado geral febril, dispneico (FR: 32 IRM), PA: 90x50 mmHg, ausculta pulmonar com estertores crepitantes em base de hemitórax direito. Fez uso de antibiótico em casa, por conta própria, de amoxacilina 500 mg de oito em oito horas por quatro dias, sem melhora dos sintomas. Nega o uso de medicações contínuas. Nega patologias prévias. Procurou pronto-socorro, onde realizou raio X de tórax e exames laboratoriais, vistos abaixo: Raio X de tórax: Exames laboratoriais: Hemograma: hemoglobina 14,5; leucócitos 14.000; segmentados 88% bastões 8%; plaquetas 250.000; ureia 60mg/dl. Qual é o tratamento indicado para esse paciente?
Pneumonia com CURB-65 ≥ 3 (hipotensão, taquipneia, ureia ↑) → internação hospitalar e ATB de amplo espectro (ex: ceftriaxone + claritromicina).
O paciente apresenta sinais de gravidade para Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC), como hipotensão, taquipneia e ureia elevada, indicando um escore CURB-65 de pelo menos 3. Isso exige internação hospitalar e tratamento com antibióticos de amplo espectro que cubram patógenos típicos e atípicos, como ceftriaxone e claritromicina.
A Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC) é uma infecção aguda do parênquima pulmonar que representa uma causa significativa de morbidade e mortalidade, especialmente em pacientes com comorbidades. O manejo adequado da PAC depende da avaliação da gravidade do quadro clínico para determinar o local de tratamento (ambulatorial, enfermaria ou UTI) e a escolha da antibioticoterapia. Para a estratificação de risco, o escore CURB-65 é amplamente utilizado, avaliando confusão mental, ureia sérica elevada, frequência respiratória aumentada, hipotensão arterial e idade. Um escore de 3 ou mais pontos, como no caso apresentado (hipotensão, taquipneia, ureia elevada), indica pneumonia grave e a necessidade de internação hospitalar, preferencialmente em UTI, devido ao alto risco de mortalidade. O tratamento empírico para PAC grave em ambiente hospitalar geralmente envolve a combinação de um antibiótico betalactâmico (como ceftriaxone) para cobrir patógenos típicos (Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae) e um macrolídeo (como claritromicina) ou uma fluoroquinolona respiratória para cobrir patógenos atípicos (Mycoplasma pneumoniae, Chlamydophila pneumoniae, Legionella spp.). A falha terapêutica com amoxicilina oral sugere resistência ou patógeno não coberto, reforçando a necessidade de terapia de amplo espectro intravenosa.
Os critérios para internação hospitalar na pneumonia incluem escore CURB-65 ≥ 2, presença de comorbidades descompensadas, hipoxemia grave, instabilidade hemodinâmica e falha no tratamento ambulatorial.
Para pneumonia grave que requer internação, o tratamento empírico geralmente combina um betalactâmico (como ceftriaxone ou ampicilina/sulbactam) com um macrolídeo (como claritromicina ou azitromicina) ou uma fluoroquinolona respiratória.
O escore CURB-65 (Confusão, Ureia >7 mmol/L, Frequência Respiratória >30 irpm, Pressão Arterial <90/60 mmHg, Idade >65 anos) estratifica o risco de mortalidade em PAC, guiando a decisão entre tratamento ambulatorial (0-1 ponto), internação em enfermaria (2 pontos) ou UTI (≥3 pontos).
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