Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP) — Prova 2021
Mulher de 76 anos de idade procura atendimento por tosse produtiva e febre de 38°C há 2 dias. Antecedentes de hipertensão arterial sistêmica em uso de enalapril. Ao exame clínico pressão arterial de 130x80mmHg, frequência cardíaca de 92 bpm, oximetria de pulso de 94%, eupneica. Realizada a radiografia abaixo. Qual deve ser a prescrição da paciente?
PAC em idoso com comorbidades e infiltrado pulmonar → iniciar Ceftriaxone + Azitromicina (cobertura típica e atípica).
A paciente apresenta critérios para pneumonia adquirida na comunidade (PAC) em idosa com comorbidade (HAS) e hipoxemia leve (SatO2 94%). A combinação de betalactâmico (Ceftriaxone) com macrolídeo (Azitromicina) é a terapia empírica recomendada para pacientes com PAC que necessitam de internação ou que possuem fatores de risco para patógenos resistentes.
A Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC) é uma infecção aguda do parênquima pulmonar adquirida fora do ambiente hospitalar, sendo uma causa significativa de morbimortalidade, especialmente em idosos e pacientes com comorbidades. A incidência aumenta com a idade e a presença de doenças crônicas como hipertensão arterial sistêmica, diabetes e DPOC. O diagnóstico é baseado na apresentação clínica (febre, tosse, dispneia, dor torácica) e na presença de infiltrado pulmonar em radiografia de tórax. A avaliação da gravidade, muitas vezes utilizando escores como CURB-65 (Confusão, Ureia, Frequência Respiratória, Pressão Arterial, Idade > 65 anos), é crucial para decidir o local de tratamento (ambulatorial, enfermaria ou UTI). A paciente do caso, com 76 anos, febre, tosse produtiva e SatO2 de 94%, apresenta fatores de risco e indícios de gravidade que justificam uma abordagem mais robusta. O tratamento empírico da PAC deve cobrir os patógenos mais prováveis. Para pacientes idosos com comorbidades ou que necessitam de internação, a combinação de um betalactâmico (como ceftriaxone) com um macrolídeo (como azitromicina) é a escolha preferencial. O betalactâmico cobre principalmente Streptococcus pneumoniae e Haemophilus influenzae, enquanto o macrolídeo adiciona cobertura para patógenos atípicos (Mycoplasma pneumoniae, Chlamydophila pneumoniae, Legionella spp.). Oseltamivir seria para influenza e dexametasona não é tratamento primário para pneumonia bacteriana.
Em idosos, os principais patógenos da PAC incluem Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae, bactérias atípicas como Mycoplasma pneumoniae e Chlamydophila pneumoniae, e vírus respiratórios. Em pacientes com comorbidades, a cobertura para patógenos mais resistentes é importante.
A combinação de Ceftriaxone (um betalactâmico de terceira geração) e Azitromicina (um macrolídeo) é recomendada para pacientes com PAC que necessitam de internação ou que possuem comorbidades, pois oferece ampla cobertura para patógenos típicos (pneumococo) e atípicos, além de Haemophilus influenzae.
Critérios como idade avançada, comorbidades, alterações de sinais vitais (hipotensão, taquipneia, hipoxemia), confusão mental e achados radiográficos extensos (multilobar) podem indicar a necessidade de internação. Escores como CURB-65 ou PSI auxiliam nessa decisão.
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