Tratamento Ambulatorial da Pneumonia Adquirida na Comunidade

TECM Teórica - Prova Teórica de Clínica Médica — Prova 2023

Enunciado

Paciente de 71 anos de idade, portador de HAS há dez anos, em tratamento com antihipertensivos, mora em casa com a esposa. O indivíduo dá entrada no pronto-socorro com quadro de pneumonia da comunidade, sem alterações clinicas importantes. A melhor escolha para tratamento ambulatorial como esquema de antibiótico é:

Alternativas

  1. A) Azitromicina.
  2. B) Amoxicilina.
  3. C) Gentamicina.
  4. D) Levofloxacino.

Pérola Clínica

PAC ambulatorial em paciente hígido → Amoxicilina ou Macrolídeo (se resistência <25%).

Resumo-Chave

O tratamento da PAC ambulatorial foca no Streptococcus pneumoniae. Em pacientes sem comorbidades graves ou uso recente de ATB, a amoxicilina é a primeira escolha devido à sua eficácia e perfil de segurança.

Contexto Educacional

A Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC) continua sendo uma causa importante de morbimortalidade, especialmente em idosos. O manejo inicial baseia-se na estratificação de risco através de escores como CURB-65 ou PSI (Pneumonia Severity Index). Para pacientes com baixo risco de morte, o tratamento ambulatorial é seguro e eficaz. A escolha do antibiótico deve considerar a prevalência local de resistência do S. pneumoniae. A amoxicilina é eficaz contra a maioria das cepas no Brasil. É fundamental orientar o paciente sobre sinais de alerta e reavaliar em 48-72 horas se não houver melhora clínica. A estabilidade clínica do paciente de 71 anos, apesar da idade, permite o foco no patógeno mais comum sem necessidade de espectro ampliado imediato.

Perguntas Frequentes

Qual a primeira escolha para PAC ambulatorial no Brasil?

De acordo com as diretrizes brasileiras, para pacientes previamente hígidos e sem uso recente de antibióticos, a amoxicilina em doses adequadas (ou macrolídeos em regiões de baixa resistência) é a primeira escolha. A amoxicilina cobre o principal patógeno, o Streptococcus pneumoniae, com bom perfil de segurança e baixo custo. Em idosos com comorbidades, a associação de beta-lactâmico com macrolídeo ou o uso de quinolona respiratória pode ser necessário, mas o caso clínico descreve um paciente estável sem alterações clínicas importantes.

Como o CURB-65 auxilia na decisão terapêutica?

O escore CURB-65 avalia Confusão mental, Ureia (>43 mg/dL), Frequência Respiratória (≥30 ipm), Pressão Arterial (PAS <90 ou PAD ≤60) e Idade (≥65 anos). Pontuações de 0-1 sugerem tratamento ambulatorial, 2 sugerem internação hospitalar curta ou observação, e ≥3 indicam internação hospitalar, frequentemente em UTI se ≥4. No caso, o paciente tem 71 anos (1 ponto), mas está clinicamente estável, justificando o manejo ambulatorial.

Quando utilizar quinolonas respiratórias na PAC?

As quinolonas respiratórias, como levofloxacino e moxifloxacino, devem ser reservadas para pacientes com comorbidades significativas (DPOC, DM, insuficiência cardíaca), uso de antibióticos nos últimos 90 dias, ou em casos de alergia grave a beta-lactâmicos. O uso indiscriminado favorece a resistência bacteriana e efeitos colaterais como tendinopatias e alterações glicêmicas.

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