SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2023
Quanto a pneumonia adquirida na comunidade é INCORRETO afirmar:
Escores de gravidade (CURB-65, PSI) são úteis para estratificar risco e decidir local de tratamento (ambulatorial vs. internação).
Escores de gravidade como CURB-65 e PSI são ferramentas valiosas para a avaliação inicial da pneumonia adquirida na comunidade, auxiliando na decisão sobre o local de tratamento (ambulatorial, enfermaria ou UTI) e, portanto, são úteis em todos os cenários, incluindo ambulatórios e emergências.
A pneumonia adquirida na comunidade (PAC) é uma infecção pulmonar aguda que representa um desafio diagnóstico e terapêutico significativo. Os principais agentes etiológicos variam, mas incluem bactérias típicas como Streptococcus pneumoniae e Haemophilus influenzae, e atípicas como Mycoplasma pneumoniae, além de vírus respiratórios. O diagnóstico da PAC baseia-se na clínica (febre, tosse, dispneia, dor torácica) e na radiografia de tórax, que é essencial para confirmar a presença de infiltrados pulmonares e identificar complicações como derrame pleural. Embora a cultura de escarro possa fornecer informações etiológicas, nem sempre é realizada ou produtiva. Escores de gravidade como CURB-65 (Confusão, Ureia > 7 mmol/L, Frequência Respiratória > 30 irpm, Pressão Arterial < 90/60 mmHg, Idade > 65 anos) e PSI (Pneumonia Severity Index) são ferramentas cruciais para estratificar o risco de mortalidade e auxiliar na decisão sobre o local de tratamento (ambulatorial, enfermaria ou UTI), sendo, portanto, úteis desde a avaliação inicial na emergência ou ambulatório. A terapia antibiótica empírica deve ser iniciada prontamente, com esquemas que variam conforme a gravidade e o local de tratamento, frequentemente incluindo terapia dupla para pacientes internados.
Os principais agentes incluem Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae, Moraxella catarrhalis, além de agentes atípicos como Mycoplasma pneumoniae, Chlamydia pneumoniae e vírus.
Esses escores auxiliam na estratificação do risco de mortalidade e na decisão do local de tratamento (ambulatorial, enfermaria ou UTI), otimizando o manejo do paciente.
A terapia dupla, geralmente com um beta-lactâmico e um macrolídeo, é frequentemente utilizada em pacientes internados, especialmente aqueles com maior gravidade ou suspeita de agentes atípicos.
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