HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2022
Paciente de 72 anos chega à emergência com queixa de febre de 38ºC há 2 dias, tosse produtiva com catarro amarelado e espesso, nega quaisquer outros sinais ou sintomas. Com antecedentes de tabagismo, carga tabácica 45, afirma que deixou de fumar há 10 anos, mora com a família, possui três doses de vacina para COVID 19. No exame físico do tórax, observam-se estertores crepitantes na base do pulmão esquerdo, frequência respiratória 24 irpm, frequência cardíaca 105 bpm e pressão arterial 110 x 70 mmHg, saturação de O₂ 97% em ar ambiente com a seguinte radiografia de tórax: Qual a hipótese diagnóstica mais provável e qual outro exame complementar é necessário para confirmação dela?
PAC em idoso com clínica típica e RX compatível → diagnóstico clínico, exames adicionais nem sempre necessários.
Em pacientes idosos com sintomas clássicos de pneumonia (febre, tosse produtiva, dispneia) e achados focais no exame físico e radiografia de tórax, o diagnóstico de Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC) é clínico. A necessidade de exames complementares adicionais para confirmação é baixa, especialmente se o paciente não apresenta critérios de gravidade que justifiquem internação ou investigação etiológica específica.
A Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC) é uma infecção aguda do parênquima pulmonar que ocorre fora do ambiente hospitalar. É uma causa comum de morbidade e mortalidade, especialmente em idosos e pacientes com comorbidades. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são cruciais para um bom prognóstico. O diagnóstico da PAC é primariamente clínico, baseado na presença de sintomas respiratórios agudos (tosse, febre, dispneia, dor torácica) e achados no exame físico (estertores, macicez, broncofonia). A radiografia de tórax é fundamental para confirmar o infiltrado pulmonar e excluir outras condições. Em casos típicos e não graves, exames complementares adicionais para identificação do patógeno não são rotineiramente necessários. O tratamento da PAC é empírico, baseado na gravidade da doença e nos fatores de risco do paciente. A escolha do antibiótico deve cobrir os patógenos mais comuns, como Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae e patógenos atípicos. A estratificação de risco (ex: CURB-65) auxilia na decisão sobre o local de tratamento (ambulatorial ou hospitalar) e na escolha do esquema antimicrobiano.
Os critérios incluem febre, tosse produtiva, dispneia, dor torácica pleurítica, e achados no exame físico como estertores, além de infiltrado novo na radiografia de tórax.
A cultura de escarro é indicada em pacientes com PAC grave, falha terapêutica inicial, uso prévio de antibióticos, ou fatores de risco para patógenos resistentes.
Fatores de risco incluem idade avançada, tabagismo, DPOC, doenças cardíacas, diabetes, imunossupressão e internações prévias.
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