PAC em Idosos: Avaliação de Gravidade e Conduta Terapêutica

UNIFESO/HCTCO - Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (RJ) — Prova 2024

Enunciado

Você está de plantão no Pronto Socorro do HCTCO, quando adentra paciente de 76 anos, trazido por seus familiares, com relato de tosse, mal-estar geral e calafrios. Quando você tenta conversar com o paciente, percebe que está confuso. Prontamente você pergunta aos familiares se ele em casa apresenta nível de consciência satisfatório e a família diz que o paciente é normalmente lúcido e cooperativo. Sua história pregressa é positiva para hipertensão arterial e diabetes mellitus. Ao exame físico, além da confusão mental, há frequência cardíaca :117 bpm, saturação de 02 91% em ar ambiente frequência respiratória: 27 irpm e pressão arterial: 115x70 mmHg. Raio-X de tórax mostra presença de consolidação com broncograma aéreo. Qual a melhor conduta para o paciente:

Alternativas

  1. A) Liberar o paciente para o domicílio com prescrição de sintomáticos
  2. B) Liberar o paciente com prescrição de levofloxacino
  3. C) Internar o paciente e iniciar oseltamivir
  4. D) Tratamento ambulatorial com amoxicilina -clavulanato e azitromicina
  5. E) Internar o paciente e iniciar ceftriaxona e azitromicina

Pérola Clínica

PAC em idoso com confusão, FC > 100, FR > 20, SatO2 < 92% = Internar e tratar com Ceftriaxona + Azitromicina.

Resumo-Chave

O paciente idoso apresenta critérios de gravidade para PAC (CURB-65), indicando necessidade de internação e antibioticoterapia empírica de amplo espectro, cobrindo patógenos típicos e atípicos, devido ao risco de descompensação.

Contexto Educacional

A Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC) é uma infecção pulmonar comum, com maior morbimortalidade em idosos e pacientes com comorbidades. O reconhecimento precoce dos sinais de gravidade é crucial para determinar o local de tratamento e a escolha da antibioticoterapia, visando reduzir complicações e mortalidade. A avaliação da gravidade da PAC é feita por escores como o CURB-65, que considera confusão, ureia, frequência respiratória, pressão arterial e idade. Um escore elevado indica maior risco de mortalidade e a necessidade de internação hospitalar, muitas vezes em unidade de terapia intensiva, para monitoramento e suporte adequados. O tratamento empírico da PAC em pacientes internados deve cobrir os patógenos mais comuns, incluindo Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae e patógenos atípicos. A combinação de um beta-lactâmico (ex: ceftriaxona) com um macrolídeo (ex: azitromicina) é uma opção eficaz e amplamente utilizada para pacientes com critérios de gravidade, proporcionando cobertura abrangente.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios do escore CURB-65 e sua importância na PAC?

O CURB-65 avalia Confusão, Ureia > 50 mg/dL, Frequência Respiratória > 30 irpm, Pressão Arterial (PAS < 90 ou PAD < 60 mmHg) e Idade > 65 anos. Pontuações elevadas indicam maior gravidade e necessidade de internação hospitalar.

Qual a antibioticoterapia empírica recomendada para PAC grave que requer internação?

Para pacientes internados com PAC grave, a combinação de um beta-lactâmico (como ceftriaxona) com um macrolídeo (azitromicina) ou uma fluoroquinolona respiratória é a escolha padrão, cobrindo patógenos típicos e atípicos.

Quais são os sinais de alerta para gravidade da PAC em idosos?

Sinais de alerta incluem confusão mental aguda, taquipneia, hipoxemia, hipotensão, instabilidade hemodinâmica e descompensação de comorbidades, que justificam internação e tratamento agressivo.

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