Escore CURB-65 e Conduta na Pneumonia Comunitária

UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2025

Enunciado

Mulher de 68 anos refere tosse produtiva e febre há 3 dias. EF: desorientação em tempo e espaço, FC: 75 bpm, FR: 24 irpm, SatO,: 93% em ar ambiente, PA: 130 * 70r mmHg. T: 38, 1 deg °C ausculta pulmonar com murmúrio vesicular presente e crepitações em base esquerda. Exames laboratoriais: Hb: 13,5 g/dL, plaquetas: 205 mil/mm², leucocitos: 13800/mm², PCR: 18 mg/dL, Cr: 1,1 mg/dl, Ur: 56 mg/dL, Na: 136 mEq/L. Gasometria arterial (ar ambiente): pH: 7,34, P*O2: 65 mmHg, pCO2: 35 mmHg, bicarbonato: 18 mEq/L. conduta é iniciar:

Alternativas

  1. A) Azitromicina e internação hospitalar.
  2. B) Azitromicina e tratamento ambulatorial.
  3. C) Amoxicilina com clavulanato e azitromicina e tratamento ambulatorial.
  4. D) Amoxicilina com clavulanato e azitromicina e internação hospitalar.

Pérola Clínica

CURB-65 ≥ 2 → Considerar internação; CURB-65 ≥ 3 → Internação obrigatória.

Resumo-Chave

O escore CURB-65 (Confusão, Ureia, Respiração, Blood pressure, Idade ≥ 65) é a ferramenta padrão para decidir o local de tratamento da pneumonia.

Contexto Educacional

A Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC) é uma das principais causas de hospitalização e morte por doenças infecciosas. A estratificação de risco é o passo mais importante após o diagnóstico clínico e radiológico. O escore CURB-65 é amplamente utilizado devido à sua simplicidade e boa correlação com a mortalidade em 30 dias. Pacientes com pontuação 0-1 podem ser tratados ambulatorialmente; pontuação 2 sugere internação hospitalar ou observação rigorosa; e pontuação ≥ 3 indica necessidade de internação hospitalar, com avaliação para UTI se o escore for 4 ou 5. A escolha do antibiótico deve considerar o perfil de resistência local e a gravidade do quadro.

Perguntas Frequentes

Como calcular o escore CURB-65?

O escore atribui 1 ponto para cada critério: C (Confusão mental), U (Ureia > 43 mg/dL), R (Frequência respiratória ≥ 30 irpm), B (Pressão arterial sistólica < 90 ou diastólica ≤ 60 mmHg) e 65 (Idade ≥ 65 anos). No caso clínico, a paciente pontuou 3 (Confusão, Ureia 56, Idade 68), indicando necessidade de internação.

Qual a terapia de escolha para PAC hospitalar em enfermaria?

A recomendação padrão é a combinação de um beta-lactâmico (como Amoxicilina/Clavulanato, Ampicilina/Sulbactam ou Cefotaxima/Ceftriaxone) associado a um macrolídeo (Azitromicina ou Claritromicina) ou, alternativamente, uma quinolona respiratória em monoterapia.

Por que associar um macrolídeo ao beta-lactâmico?

A associação visa cobrir patógenos atípicos (como Mycoplasma pneumoniae e Legionella spp.), que não são cobertos pelos beta-lactâmicos. Além disso, os macrolídeos possuem efeitos imunomoduladores que podem beneficiar pacientes com pneumonia grave.

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