PAC em Idosos: Escolha do Antibiótico e Fatores de Risco

UNIGRANRIO - Universidade do Grande Rio (RJ) — Prova 2020

Enunciado

Paciente de 72 anos, portador de DM tipo II e HAS controlada com 3 medicações diferentes, procura ambulatório com tosse seca, febre de 37° C há 3 dias, dor precordial e dispnéia moderada, mesmo em repouso. Ausculta pulmonar com estertores em parte anterior de HTE. Fez uso de Amoxacilina há 2 meses por 14 dias para sinusite. Diante da hipótese diagnóstica, qual o antibiótico de escolha?

Alternativas

  1. A) Azitromicina
  2. B) Amoxacilina
  3. C) Amoxacilina
  4. D) Eritromicina

Pérola Clínica

PAC em idoso com comorbidades e uso prévio de ATB → considerar espectro para S. pneumoniae resistente ou combinação.

Resumo-Chave

A escolha do antibiótico para PAC deve considerar idade, comorbidades e uso recente de antimicrobianos. Pacientes com comorbidades ou uso prévio de beta-lactâmicos podem ter maior risco de S. pneumoniae resistente, justificando amoxicilina em dose alta ou combinação/alternativa.

Contexto Educacional

A Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC) é uma infecção respiratória comum e uma das principais causas de morbimortalidade, especialmente em idosos e pacientes com comorbidades. O diagnóstico é clínico-radiológico, e a escolha do tratamento empírico é crucial para o desfecho. A epidemiologia da PAC varia com a idade e os fatores de risco do paciente, influenciando a probabilidade de diferentes patógenos. A fisiopatologia envolve a falha dos mecanismos de defesa pulmonar, permitindo a proliferação de microrganismos. O diagnóstico é suspeitado por sintomas como tosse, febre, dispneia e dor torácica, confirmados por achados na ausculta pulmonar (estertores, macicez) e radiografia de tórax. É fundamental estratificar o risco do paciente para decidir o local de tratamento (ambulatorial ou hospitalar) e a cobertura antibiótica. O tratamento da PAC ambulatorial em pacientes com comorbidades ou uso recente de antibióticos deve considerar a possibilidade de Streptococcus pneumoniae com sensibilidade reduzida. Nesses casos, a amoxicilina em altas doses (1g 3x/dia) é uma opção, mas a combinação com um macrolídeo (azitromicina) ou o uso de uma fluoroquinolona respiratória (levofloxacino, moxifloxacino) são alternativas mais robustas conforme as diretrizes atuais. O prognóstico geralmente é bom com tratamento adequado, mas complicações podem ocorrer em pacientes de alto risco.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para PAC em idosos?

Os principais fatores incluem idade avançada, comorbidades como DM e HAS, e uso prévio de antibióticos, que aumentam o risco de patógenos resistentes.

Quando a Amoxicilina é a escolha adequada para PAC?

A Amoxicilina é uma boa escolha para PAC em pacientes sem comorbidades e sem uso recente de antibióticos. Em pacientes com comorbidades, doses mais altas ou combinação com macrolídeo podem ser necessárias.

Quais patógenos devem ser cobertos no tratamento ambulatorial da PAC?

Os principais patógenos a serem cobertos são Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae, Mycoplasma pneumoniae e Chlamydophila pneumoniae.

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