TECM Teórica - Prova Teórica de Clínica Médica — Prova 2022
Mulher, 22 anos, após um dia de trabalho passou a apresentar febre de até 38°C e dor ventilatório-dependente em hemitórax direito. Mora com os pais e refere não ter tomado qualquer medicação nos últimos dez meses. O exame físico e a radiografa de tórax são compatíveis com pneumonia em lobo inferior direito. Neste caso clínico, a opção terapêutica recomendada é:
PAC leve (CURB-65 0-1) em paciente hígido → Beta-lactâmico via oral (Ambulatorial).
Para pacientes jovens, hígidos e com pneumonia leve (estabilidade hemodinâmica e sem critérios de gravidade), o tratamento de escolha é ambulatorial com beta-lactâmicos.
A Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC) é uma das principais causas de hospitalização por doenças infecciosas. O manejo inicial foca na estratificação de risco para decidir o local do tratamento. O uso de ferramentas validadas como o CURB-65 é fundamental para evitar internações desnecessárias e reduzir riscos de infecção hospitalar. No Brasil, as diretrizes recomendam para pacientes ambulatoriais hígidos o uso de beta-lactâmicos ou macrolídeos. A escolha da Amoxicilina com Clavulanato é uma conduta segura que amplia o espectro para patógenos produtores de beta-lactamase. A duração do tratamento geralmente varia de 5 a 7 dias, dependendo da resposta clínica e da estabilidade do paciente.
O CURB-65 avalia: Confusão mental, Ureia > 43 mg/dL, Frequência Respiratória ≥ 30 irpm, Pressão arterial (Sistólica < 90 ou Diastólica ≤ 60 mmHg) e Idade ≥ 65 anos. Pontuação 0-1 indica baixo risco (tratamento ambulatorial); 2 indica risco moderado (considerar internação curta ou observação); ≥ 3 indica pneumonia grave (internação hospitalar, considerar UTI se 4-5).
O Streptococcus pneumoniae (pneumococo) continua sendo o principal agente em todas as faixas etárias. O tratamento empírico deve cobrir o pneumococo e, dependendo do perfil do paciente, germes atípicos. Em pacientes hígidos sem uso recente de antibióticos, beta-lactâmicos (como amoxicilina) ou macrolídeos são as opções iniciais recomendadas.
A associação com clavulanato é preferida em pacientes com comorbidades (DPOC, diabetes, insuficiência cardíaca), idosos, ou aqueles que fizeram uso recente de antibióticos (nos últimos 3 meses), visando cobrir germes produtores de beta-lactamase, como Haemophilus influenzae e Moraxella catarrhalis.
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